Nova cartilha de medicamentos do SUS fortalece judicialização da Saúde pautada na segurança jurídica.
O Supremo Tribunal Federal (STF) disponibilizou cartilha para
facilitar a aplicação das teses firmadas pela Corte sobre o fornecimento de
medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O material reúne, de forma
objetiva e ilustrada, as regras estabelecidas nos Temas 6, 500 e 1234 da
repercussão geral e busca orientar magistrados, advogados, integrantes do
sistema de justiça e gestores públicos na definição da competência para
julgamento dessas ações.
De acordo com a presidente do Comitê Estadual de Saúde do
Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargadora Anna Carla Lopes Correia
Lima de Freitas, a nova cartilha representa mais um importante passo para o
fortalecimento de uma judicialização da Saúde pautada na segurança jurídica, na
uniformização da jurisprudência e na qualificação das decisões judiciais.
“Ao reunir, de forma clara e objetiva, as diretrizes
estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal, para o fornecimento de
medicamentos pelo SUS, o material torna-se uma ferramenta indispensável para
magistrados, membros do sistema de justiça, gestores públicos e profissionais
da saúde, contribuindo para a correta aplicação dos precedentes vinculantes e
para uma prestação jurisdicional cada vez mais eficiente”, comentou Anna Carla
Falcão.
A desembargadora do TJPB informou que, na Paraíba, essa
iniciativa dialoga diretamente com o trabalho desenvolvido pelo Comitê Estadual
de Saúde e pelo NatJus, que atuam na promoção do diálogo interinstitucional, da
medicina baseada em evidências e da construção de decisões técnicas,
responsáveis e comprometidas com a efetividade do direito fundamental à saúde.
“Mais do que orientar a atuação do Poder Judiciário, a
cartilha reafirma que a proteção à saúde exige equilíbrio entre a garantia dos
direitos dos cidadãos, o respeito às políticas públicas e a observância das
evidências científicas. Esse é o caminho para uma justiça mais previsível,
uniforme e capaz de oferecer respostas qualificadas à sociedade”, reforçou a
magistrada.
Por Fernando Patriota


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