FPM: municípios recebem R$ 4,6 bilhões no 3° decêndio de agosto; valor será repassado nesta sexta-feira (28).
Montante é cerca de 3% menor que o repassado no mesmo período
de 2025; os recursos estão bloqueados para 24 municípios
Nesta sexta-feira (28), os municípios brasileiros recebem
mais de R$ 4,6 bilhões referentes ao terceiro decêndio de agosto do Fundo de
Participação dos Municípios (FPM). O valor é cerca de 3% menor do que o
repassado no mesmo período de 2025, quando a transferência foi de quase de R$
4,8 bilhões.
O especialista em orçamento público, Cesar Lima, avalia que a
redução pode estar relacionada às mudanças na tributação.
“Segundo algumas análises realizadas, isso pode estar sendo
impactado pela adequação do IPI. A reforma tributária, que está em um
calendário de transição e pode ter esse impacto nos resultados do FPM. De outra
forma, seguiremos acompanhando os resultados para os próximos decêndios e
verificando se é uma posição que se mantém”, afirma Lima.
Maiores valores por estado
São Paulo concentra o maior volume de recursos neste primeiro
decêndio de agosto, com quase R$ 570 milhões. Entre os municípios paulistas com
os maiores repasses estão Americana, Araçatuba, Cotia e Limeira, cada um
recebendo mais de R$ 2,4 milhões.
Na sequência aparece Minas Gerais, com mais de R$ 566,8
milhões. No estado, Divinópolis, Governador Valadares e Ipatinga estão entre os
municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 2,6 milhões.
FPM: municípios bloqueados
Até o dia 25 de agosto de 2026, um total de 24 municípios
estavam impedidos de receber recursos do FPM. Confira a lista:
Domingos Martins (ES)
Alfenas (MG)
Ibirité (MG)
Itambé do Mato Dentro (MG)
Itutinga (MG)
Papagaios (MG)
Sacramento (MG)
São João das Missões (MG)
Unaí (MG)
Campos de Júlio (MT)
Cocalinho (MT)
Conquista d’Oeste (MT)
Cuiabá (MT)
Santo Antônio do Leverger (MT)
Conceição de Macabu (RJ)
Petrópolis (RJ)
Rio das Flores (RJ)
São João de Meriti (RJ)
Sete de Setembro (RS)
Piratuba (SC)
Santa Terezinha (SC)
Axixá do Tocantins (TO)
Combinado (TO)
Paranã (TO)
De acordo com o Tesouro Nacional, os bloqueios estão
relacionadas a diversos motivos, como a falta de recolhimento da contribuição
ao Pasep, pendências previdenciárias junto ao INSS, débitos inscritos na dívida
ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a ausência
de envio de informações ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em
Saúde (SIOPS).
A suspensão dos valores é temporária e, após a regularização
da pendência pelo município, a transferência volta à normalidade. Os recursos
do FPM costumam ser aplicados no financiamento de áreas como saúde, educação,
infraestrutura e pagamento de pessoal.
FPM
O FPM é um repasse obrigatório da União para as prefeituras,
criado pela Emenda Constitucional nº 18, de 1965, e regulamentado pelo Código
Tributário Nacional, em 1966.
Os valores são repassados de forma recorrente. O repasse é
formado por uma parcela da arrecadação de dois impostos federais: o Imposto de
Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A distribuição
dos recursos entre os municípios segue coeficientes definidos pelo Tribunal de
Contas da União (TCU), calculados com base na população de cada cidade, segundo
dados oficiais.
O Fundo é repassado às prefeituras a cada dez dias — nos dias
10, 20 e 30 de cada mês. Se a data cair em fim de semana ou feriado, o repasse
é antecipado para o dia útil anterior. E cada repasse tem como base a
arrecadação dos dez dias anteriores.
Os recursos são divididos entre os municípios, considerando
uma divisão de três grupos, e cada coletivo fica com um percentual do total.
Confira como é feita a divisão do repasse:
● Capitais: 10% do FPM;
● Interior: 86,4% do FPM;
● Reserva: 3,6% do FPM (municípios que não são capitais, mas
têm população acima de 142.633 habitantes).
Fonte: Brasil 61 -


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