FPM: municípios recebem R$ 8,9 bilhões no 1° decêndio de agosto nesta segunda-feira (10). Repasse é cerca de 17% maior que o do mesmo período de 2025.
Nesta segunda-feira (10), os municípios brasileiros recebem
mais de R$ 8,9 bilhões referentes ao primeiro decêndio de agosto do Fundo de
Participação dos Municípios (FPM). O valor é cerca de 17% maior do que o
repassado no mesmo período de 2025, quando a transferência foi de R$ 7,39
bilhões.
O especialista em orçamento Cesar Lima avalia que, apesar da
alta da inflação e do aumento dos preços dos combustíveis, o resultado do FPM
deste decêndio mostra um cenário positivo para os municípios em 2026.
“O valor é 17% maior do que o mesmo período do ano passado,
consignando um bom resultado este ano para os municípios que recebem o Fundo de
Participação. Temos uma alta inflacionária no período, um aumento em relação ao
preço dos combustíveis por conta do cenário internacional, mas ainda que
tiremos esses fatores da conta, nós teremos um bom resultado para o ano de
2026”, destaca Lima.
Maiores valores por estado
São Paulo concentra o maior volume de recursos neste primeiro
decêndio de agosto, com mais de R$ 1,1 bilhão. Entre os municípios paulistas
com os maiores repasses estão Atibaia, Bragança Paulista e Rio Claro, cada um
com valores superiores a R$ 4,8 milhões.
Na sequência aparece Minas Gerais, com pouco mais de R$ 1
bilhão. No estado, Betim, Contagem e Divinópolis estão entre os municípios que
recebem os maiores valores, todos acima de R$ 5 milhões.
FPM: Municípios bloqueados
Até sexta-feira, dia 7 de agosto de 2026, 15 municípios
estavam impedidos de receber recursos do FPM. Confira a lista:
Taperoá (BA)
Barra de São Francisco (ES)
Araguapaz (GO)
Estrela do Norte (GO)
Planaltina (GO)
Campanário (MG)
Caparaó (MG)
Cataguases (MG)
Iguatama (MG)
Unaí (MG)
Caarapó (MS)
Chapada dos Guimarães (MT)
Nova América da Colina (PR)
Porto Real (RJ)
Paranã (TO)
Segundo o Tesouro Nacional, os bloqueios estão relacionados a
diversos motivos, como a falta de recolhimento da contribuição ao Pasep,
pendências previdenciárias junto ao INSS, débitos inscritos na dívida ativa da
União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a ausência de envio
de informações ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde
(SIOPS).
No entanto, a suspensão dos repasses é temporária e, após a
regularização da pendência pelo município, a transferência é restabelecida. O
dinheiro do FPM costuma ser aplicado no financiamento de áreas como saúde,
educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.
FPM
O FPM é um repasse obrigatório da União para as prefeituras,
criado pela Emenda Constitucional nº 18, de 1965, e regulamentado pelo Código
Tributário Nacional, em 1966.
O repasse municipal recorrente é formado por uma parcela da
arrecadação de dois impostos federais: o Imposto de Renda (IR) e o Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI). A divisão dos recursos entre os
municípios segue coeficientes definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU),
calculados especialmente baseados na população de cada cidade, segundo dados
oficiais.
O Fundo é repassado às prefeituras a cada dez dias — nos dias
10, 20 e 30 de cada mês. Se a data cair em fim de semana ou feriado, o repasse
é antecipado para o dia útil anterior. E cada repasse tem como base a
arrecadação dos dez dias anteriores.
Os recursos são divididos entre os municípios, considerando
uma divisão de três grupos, e cada coletivo fica com um percentual do total.
Confira como é realizada a divisão do repasse:
Capitais: 10% do FPM;
Interior: 86,4% do FPM;
Reserva: 3,6% do FPM (municípios que não são capitais, mas
têm população acima de 142.633 habitantes).
Fonte: Brasil 61 –


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