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Ministério da Saúde reforça vacinação de crianças e adolescentes contra sarampo, pneumonias e outras doenças.

Mobilização segue até 1º de setembro, com Dia D em 22 de agosto, e oferece 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação

Ministério da Saúde inicia a Campanha de Multivacinação 2026 para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos e elevar as coberturas vacinais em todo o país. A mobilização segue até 1º de setembro, com Dia D nacional em 22 de agosto, e oferece 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação. A ação reforça a proteção contra doenças graves, como sarampo, pneumonias e meningites, e amplia a proteção coletiva por meio da vacinação. 

“Estamos recuperando a cobertura vacinal, mas sempre temos que manter isso atualizado. Também estamos chamando a atenção para o reforço da vacina do sarampo. Outros países do mundo pararam de vacinar, tiveram explosão de casos de sarampo. Os Estados Unidos estão vivendo o maior surto de sarampo nos últimos 35 anos da história deles. E esses casos vêm para o Brasil, de forma importada”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que acompanhou, nesta sexta-feira (7), a distribuição de doses de vacinas no Almoxarifado Central de Guarulhos.

Para viabilizar a ação, 1,5 milhão de doses de vacinas foram distribuídas aos estados. Ao longo de 2026, o Ministério da Saúde já destinou mais de 177 milhões de doses aos estados e ao Distrito Federal, garantindo o abastecimento da rede e o apoio às estratégias de vacinação.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra doenças imunopreveníveis. Manter altas coberturas é fundamental para proteger crianças e adolescentes, reduzir a circulação de vírus e bactérias e evitar o retorno ou a disseminação de doenças que podem causar complicações graves, sequelas e até mortes.

Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue.

Esta é a primeira edição da multivacinação com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

A mobilização também contempla atualizações recentes do calendário, como a oferta da vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e a vacinação contra a covid-19 para crianças, conforme as indicações específicas de cada imunizante.

A vacinação será seletiva. Os profissionais de saúde vão conferir a caderneta e aplicar somente as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema previsto. Pais e responsáveis devem levar o documento aos serviços de vacinação.

Vacinas disponíveis

Durante a estratégia, poderão ser ofertadas, conforme idade, histórico vacinal e indicação:

● BCG;

● Hepatite B;

● Penta (DTP/Hib/HB);

● Poliomielite (VIP);

● Rotavírus humano;

● Pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;

● Meningocócica C;

● Influenza;

● Covid-19;

● Febre amarela;

● Meningocócica ACWY;

● Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);

● Varicela;

● DTP;

● Hepatite A;

● dT;

● HPV4;

● Dengue tetravalente. 

● Vacinação contra o sarampo

Como parte da mobilização, o Ministério da Saúde intensificará a vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nesses três municípios, a orientação é ampliar a oferta da vacina para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos, de forma indiscriminada, durante a estratégia.

“Nós estamos chamando pessoas até 59 anos para se vacinar contra o sarampo, para a gente ter garantia do bloqueio, não deixar acontecer no Brasil o que está acontecendo nos Estados Unidos hoje, e nem o que aconteceu em São Paulo em 2019, que chegou a 20 mil casos de sarampo. A campanha vai até o dia 1º de setembro. O Ministério da Saúde distribuiu quase 180 milhões de doses de vacinas para crianças e adolescentes em todo o país”, informou o ministro.

A medida foi adotada após o registro de casos de sarampo relacionados à importação do vírus e busca elevar a cobertura vacinal, ampliar a proteção da população e reduzir o risco de transmissão.

A vacina utilizada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Para crianças de 6 a 11 meses, a chamada dose zero é uma dose adicional e não substitui as doses de rotina, que devem ser aplicadas aos 12 e aos 15 meses. A necessidade de vacinação das demais faixas etárias será verificada pelos profissionais de saúde de acordo com a idade e o histórico vacinal.

A atualização da caderneta durante a campanha também permite identificar e corrigir eventuais atrasos na vacinação contra outras doenças previstas no Calendário Nacional.

Abastecimento

Para a Campanha de Multivacinação, o Ministério da Saúde distribuiu 1,5 milhões de doses aos estados. Em 2026, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 177 milhões de doses de vacinas aos estados e ao Distrito Federal para garantir o abastecimento da rede e apoiar as estratégias de vacinação.

Na estratégia de intensificação contra o sarampo, mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral já foram distribuídas em 2026 aos estados e municípios. Desse total, cerca de 2,9 milhões já foram aplicadas no país.

Em São Paulo, 3,2 milhões de doses da vacina tríplice viral foram destinadas ao reforço do abastecimento, garantindo a continuidade da vacinação contra o sarampo. 

Até o momento, foram aplicadas mais de 94,8 milhões de doses das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Em 2025, foram administradas 170,8 milhões de doses em todo o país.

Durante a Campanha de Multivacinação de 2025, foram aplicadas mais de 7,5 milhões de doses em todo o país, sendo cerca de 1 milhão durante o Dia D.

Novo reforço contra a poliomielite

Desde 3 de agosto de 2026, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade.

A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado pelo Brasil desde 2024 e reforça a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente.

O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas e mantém a vacinação como principal medida para evitar a reintrodução do poliovírus. Por isso, é fundamental que as crianças recebam todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

Melhora na vacinação infantil

Dados divulgados em 14 de julho pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontam melhora na vacinação infantil no Brasil. O número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina Penta (DTP/Hib/HepB) caiu de 360 mil, em 2023, para 50 mil, em 2025, redução de cerca de 90%.

De acordo com as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças zero-dose no Brasil caiu de 360 mil, em 2023, para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025. O resultado representa redução de aproximadamente 86% em relação ao ano anterior e de quase 90% na comparação com 2023.

Segundo as estimativas, o Brasil vem melhorando a cobertura vacinal e reduzindo o número de crianças zero-dose. O resultado reforça a importância da manutenção de altas coberturas e da busca ativa para garantir que crianças e adolescentes estejam protegidos com todas as vacinas previstas no Calendário Nacional.

 

João Vitor Moura - Ministério da Saúde

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