FPM: municípios recebem repasses do FPM nesta quinta-feira (10)
Montante inclui R$ 4,9
bilhões do primeiro decêndio de setembro e mais de R$ 9,7 bilhões da parcela
adicional de 1% do Fundo, por meio da Emenda Constitucional 112/2021
Os municípios brasileiros
recebem nesta quinta-feira (10) os recursos do Fundo de Participação dos Municípios
(FPM). O valor inclui o repasse de R$ 4,9 bilhões referente ao primeiro
decêndio de setembro e mais de R$ 9,7 bilhões da parcela adicional de 1%
do FPM, implementado pela Emenda Constitucional 112/2021.
Neste decêndio, a parcela é 4% superior ao repassado no mesmo
período de 2025.
O especialista em orçamento
público Cesar Lima destaca que o primeiro decêndio confirma o cenário de um ano
positivo para o FPM. Ele ressalta, ainda, que os recursos podem ser usados
livremente pelas prefeituras, sem vinculação específica em áreas como saúde e
educação.
“Esperamos que os gestores
possam fazer um bom uso desses recursos. Ambos os recursos não têm nenhuma
vinculação. Então, eles podem ser aplicados em qualquer um dos serviços
públicos mantidos pelos municípios. O que representa um grande ganho para as
populações”, afirma Lima.
Maiores valores por estado
São Paulo concentra o maior
volume de recursos neste primeiro decêndio de setembro, com quase R$ 610
milhões. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Franca,
Itu e Pindamonhangaba, cada um com valores superiores a R$ 2,6 milhões.
Na sequência aparece Minas
Gerais, com mais de R$ 606 milhões. No estado, Betim, Contagem e Ibirité estão
entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 2,8
milhões.
Repasse extra
O valor extra é garantido
por meio da Emenda Constitucional 112/2021 e os recursos já eram esperados
pelas prefeituras. Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), este
ano marca o fim da regra de transição estabelecida pela emenda.
Em relação ao repasse extra,
São Paulo também recebe o maior volume de recursos, somando quase R$ 1,2
bilhão. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses extras estão Mogi
das Cruzes, Bragança Paulista e Taboão da Serra, cada um com valores superiores
a R$ 5,2 milhões.
Já Minas Gerais aparece logo
em seguida, com repasse de mais de R$ 1,1 bilhão. Entre as cidades mineiras que
recebem os maiores montantes estão Betim, Contagem e Divinópolis, cada uma
recebendo mais de R$ 5,6 milhões.
Em 2026, o repasse chega ao
primeiro ano de aplicação integral do percentual de 1% sobre os 12 meses de
arrecadação considerados no cálculo. A regra foi implantada de forma gradual:
começou em 0,25% em 2022, passou para 0,5% em 2024 e alcançou 1% em 2025.
Na avaliação da
Confederação, o volume de recursos representa reforço relevante para o caixa
das prefeituras. A entidade destacou, em nota, que o repasse garante maior
estabilidade fiscal e a continuidade dos serviços essenciais à população no
segundo semestre.
Em nota, o presidente da
CNM, Paulo Ziulkoski, destacou a importância do valor para os municípios. “É um
valor importante para os prefeitos tentarem suportar a difícil realidade
financeira, especialmente em um ano em que mais de 54% dos municípios estão no
vermelho”, disse.
O recurso extra não sofre
retenção do Fundeb e integra a Receita Corrente Líquida (RCL) dos municípios. A
CNM destaca que os gestores devem considerar o valor nas obrigações fiscais e
ficar atentos às regras de aplicação dos recursos. Por exemplo, ao cumprimento
da aplicação obrigatória do percentual constitucional em Manutenção e
Desenvolvimento do Ensino (MDE).
FPM: municípios bloqueados
Até o dia 8 de setembro
de 2026, nove municípios estavam impedidos de receber recursos do FPM. Confira
a lista:
Boa Esperança (ES)
Rio Novo do Sul (ES)
Campos de Júlio (MT)
Conquista d’Oeste (MT)
Cuiabá (MT)
Belford Roxo (RJ)
Piratuba (SC)
Santa Terezinha (SC)
Axixá de Tocantins (TO)
Conforme o Tesouro Nacional,
os bloqueios estão atrelados a diversas razões, como a falta de recolhimento da
contribuição ao Pasep, pendências previdenciárias junto ao INSS, débitos
inscritos na dívida ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional
(PGFN) e a ausência de envio de informações ao Sistema de Informações sobre
Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).
Os repasses ficam suspensos
de forma temporária e a transferência dos recursos é restabelecida após
regularização da pendência pelo município. O dinheiro do FPM costuma ser
aplicado no financiamento de áreas como saúde, educação, infraestrutura e
pagamento de pessoal.
Os repasses do Fundo de
Participação dos Municípios são feitos a cada dez dias. Nos meses em que a data
prevista coincide com fim de semana ou feriado, o crédito é antecipado para o
primeiro dia útil anterior.
Fonte: Brasil 61 –


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