Prognóstico agroclimático: Inmet alerta produtores rurais sobre seca no Norte e chuvas excessivas no Sul.
Boletim do Instituto
Nacional de Meteorologia (Inmet), referente ao trimestre de setembro a novembro
de 2026, apresenta informações voltadas às atividades do campo; cenário pode
exigir atenção no planejamento, principalmente em relação à disponibilidade de
água no solo
Produtores rurais devem enfrentar
condições climáticas distintas nas diferentes regiões do país entre setembro e
novembro. O Boletim Agroclimatológico Mensal do Instituto Nacional de
Meteorologia (Inmet) aponta tendência de redução das chuvas e temperaturas
elevadas em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto a Região Sul deve
registrar maior disponibilidade de água e excesso de umidade em algumas áreas.
O cenário pode exigir
atenção no planejamento das atividades agrícolas e pecuárias, principalmente em
relação à disponibilidade de água no solo. O boletim do Inmet apresenta
estimativas dos estoques de água e informações climáticas voltadas ao
planejamento do setor agropecuário.
No Norte, a previsão indica
condições mais secas em parte da região, com impactos sobre a disponibilidade
hídrica e o desenvolvimento das atividades no campo. No Nordeste e no
Centro-Oeste, a combinação de menor volume de chuvas e temperaturas elevadas
também pode aumentar a demanda por água.
Já no Sul, o excesso de
umidade pode dificultar operações agrícolas, como preparo do solo, plantio e
colheita, além de favorecer a ocorrência de doenças em determinadas culturas.
Impacto nas produções
Norte
Conforme o Boletim, a
restrição hídrica, associada à temperatura elevada na Região Norte, poderá intensificar
o estresse das culturas e demandar maior atenção em algumas áreas. O alerta é
para localidades produtoras de arroz de várzea da região de Marajó,
especialmente nas lavouras em fases mais sensíveis ao déficit hídrico, como
floração e enchimento de grãos.
Em contrapartida, em
Roraima, onde o milho de terceira safra deverá estar nas fases de maturação e
colheita, o Inmet informa que o tempo seco previsto para o período tende a
favorecer a produção.
Nordeste
Já na Região Nordeste, entre
as previsões do Inmet, a deficiência hídrica associada ao calor intenso poderá
comprometer o crescimento e a produção de biomassa das pastagens, especialmente
nas áreas de sequeiro do Maranhão, Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte,
oeste da Paraíba, oeste de Pernambuco, sertão de Sergipe e semiárido baiano.
Nessas regiões nordestinas,
há previsão de redução da oferta e da qualidade da forragem. Segundo o boletim,
o cenário poderá afetar o ganho de peso dos bovinos de corte e elevar os custos
de produção devido à necessidade de suplementação alimentar.
Centro-Oeste
Em setembro, a estiagem
deverá favorecer a colheita do algodão, milho de segunda safra e sorgo no
Centro-Oeste. Já no sul de Mato Grosso do Sul, as chuvas acima da média poderão
dificultar a colheita do milho e do trigo. Em outubro, a insuficiência de água
no solo e as altas temperaturas no sudoeste de Mato Grosso poderão prejudicar a
germinação e o estabelecimento da soja. Nesse caso, há o risco de falhas e
replantio.
O Inmet alerta, ainda, que a
menor disponibilidade de água também poderá favorecer incêndios, reduzir a
qualidade das pastagens e afetar o desempenho do rebanho.
Já em novembro, a previsão
indica alta nos níveis de armazenamento de água no solo em grande parte da
região – exceto no sudoeste de Mato Grosso e no norte de Mato Grosso do Sul.
Pelo prognóstico, o cenário deve favorecer as lavouras de soja semeadas mais
tardiamente.
Sudeste
Para a Região Sudeste, a
previsão climática indica chuvas acima da média em São Paulo e triângulo
mineiro. Já nas áreas do centro-norte da região deverão ter chuvas abaixo da
média, especialmente no centro-norte de Minas Gerais, Espírito Santo e norte do
Rio de Janeiro.
A temperatura média do ar
também deve permanecer acima da média climatológica em toda a Região
Sudeste.
Em grande parte de São
Paulo, no sul e sudeste de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, a chuva pode
favorecer culturas agrícolas, como cana-de-açúcar, hortifruticultura e
pastagens.
O Inmet pontua na publicação
que, durante o trimestre, o início da semeadura da soja em São Paulo e Minas Gerais
poderá ser mais desafiador em Minas Gerais, devido à redução das chuvas,
temperaturas elevadas e baixos níveis de água no solo, especialmente em
setembro e outubro.
Para milho, feijão e trigo,
as condições climáticas devem contribuir para o encerramento da colheita em
Minas Gerais, enquanto, em São Paulo, as chuvas poderão dificultar as
operações.
Sul
Com a previsão de chuvas
acima da média em toda a Região Sul, em setembro, os maiores excedentes deverão
se concentrar no sul do Paraná, centro de Santa Catarina e norte do Rio Grande
do Sul.
Já o mês de outubro deve
registrar os maiores excedentes de chuva do trimestre, estendendo para áreas do
sul do Paraná, todo o estado de Santa Catarina e o centro, oeste e norte do Rio
Grande do Sul. Já em novembro, o excesso de água no solo está previsto para
noroeste do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina.
Segundo o Instituto, as
condições podem dificultar a semeadura do arroz irrigado, em áreas com drenagem
deficiente. O excesso de umidade também poderá atrasar a colheita.
O boletim completo pode ser
acessado em portal.inmet.gov.br.
Fonte: Brasil 61 –


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