Urnas recebem dados e passam por testes antes das eleições 2026
Preparação segue até
sexta-feira (25) e inclui inserção de dados, testes, auditoria e lacração dos
equipamentos.
O Tribunal Regional
Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) iniciou, nesta segunda-feira (21), em todo o
estado, o processo de carga e lacração das urnas que serão utilizadas nas
eleições do dia 4 de outubro. O procedimento acontece simultaneamente nos cinco
Núcleos de Voto Informatizado (NVIs) e segue até sexta-feira (25).
Além da capital, João
Pessoa, os núcleos estão localizados nas cidades de Campina Grande, Patos,
Pombal e Cajazeiras. A inserção de dados nas urnas é a segunda etapa do processo,
iniciado na semana passada com a geração das mídias que agora estão sendo
inseridas nos equipamentos.
Durante o procedimento, as
urnas recebem o sistema de votação, os dados de candidatas e candidatos e as
informações das eleitoras e dos eleitores. Também é inserida a mídia de
resultados, onde serão gravados os votos registrados em cada urna.
O secretário de Tecnologia
da Informação e Comunicação (STIC), José Vinícius Veloso Alves, explicou o
processo realizado durante esta semana em cada uma das 10.712 urnas utilizadas
nas Eleições 2026. “Nessa etapa, pegamos as mídias que contêm os dados dos
candidatos, eleitores e partidos que estão concorrendo e colocamos na urna
eletrônica. Como a urna não está conectada à rede ou à internet, por motivo de
segurança, fazemos esse processo urna a urna”, comentou.
Também fazem parte desse
processo os testes de funcionamento do teclado, vídeo, áudio, impressora e
sistemas, além da auditagem, por amostragem aleatória, de parte das urnas.
Auditoria em duas etapas
O processo de auditagem das
urnas compreende dois momentos. No primeiro, um número de urnas é selecionado
pelos fiscais presentes, pelo Ministério Público ou pelo juiz eleitoral para
verificar se os arquivos carregados correspondem ao sistema disponibilizado
pelo TSE, que foi submetido a testes e auditorias ao longo do ano. A
conferência é feita por meio dos resumos de mensagem, também chamados de
códigos hash.
Os relatórios emitidos pelas
urnas comporão o relatório da cerimônia de preparação e serão posteriormente
anexados à ata. Os documentos poderão ser consultados pelos partidos e demais
entidades fiscalizadoras, que poderão comparar os códigos hash impressos com os
publicados no site do TSE.
No segundo momento, é
realizada uma simulação de votação em cada zona eleitoral. De acordo com o
chefe da Seção de Sistemas e Orientação do Cadastro (SESOC), Anderson Kleiner
Ramos Correia, o procedimento consiste na realização de uma eleição simulada,
com votação e emissão do boletim de urna. “Nós forçamos o início de uma
votação, da mesma forma que funciona na sessão eleitoral. Os votos são anotados
e comparados com o que sai do boletim, na presença das entidades fiscalizadoras
e das autoridades que estiverem presentes no momento da cerimônia”, destacou.
Lacres garantem
inviolabilidade
Por fim, as urnas recebem
oito lacres, que garantem a inviolabilidade dos equipamentos até o dia da
votação. Antes do início da votação, os mesários verificam os lacres em cada
seção eleitoral. Caso algum esteja danificado ou violado, a urna é substituída
por uma de contingência, que também passou pelo processo de preparação. “Temos
várias camadas de segurança, e os lacres são uma camada física. Então, essa
mídia que colocamos fica em um compartimento que depois é lacrado, assim como
os terminais dos mesários. Se alguém por acaso quiser abrir, esse lacre se
rompe, sendo facilmente verificado”, ressaltou o secretário de Tecnologia da
Informação e Comunicação (STIC), José Vinícius Veloso Alves.
Testes reforçam
transparência
A participação das
autoridades e das entidades fiscalizadoras reforça a transparência do processo.
Para o juiz eleitoral da 1ª Zona, Fernando Brasilino Leite, a presença do
Ministério Público e da Justiça Eleitoral durante a preparação das urnas
representa uma garantia adicional de segurança e transparência para as
eleições. “É de suma importância estarmos presentes em todo esse momento de
lacrar as urnas, dando aquela transparência que a população exige e requer que
todas as eleições sejam transparentes”, afirmou.
O promotor Eleitoral da 1ª
Zona Fernando Andrade destacou que a presença do Ministério Público Eleitoral
assegura o acompanhamento do cumprimento das normas eleitorais. “A presença do
promotor de Justiça é a certeza de que vai haver uma pessoa observando se cada
um dos regulamentos, se a lei, se as normas atinentes à eleição estão sendo
cumpridas”, declarou.
A cerimônia atende ao
disposto na Resolução TSE nº 23.751/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
que prevê a preparação das urnas eletrônicas para o primeiro turno das
eleições, com os equipamentos passando pelos processos de geração de mídias,
carga e lacração.
Édson de Franca/Ascom/TRE-PB


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