MP apura caso de criança vista com objeto semelhante a arma em festa após eleições no RN
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| Vídeo mostra criança segurando objeto similar a uma arma de fogo - Foto: reprodução |
Caso aconteceu em
Parnamirim, na Grande Natal, na noite de domingo (4), e momento foi registrado
em vídeo. Polícia Civil informou que também abriu investigação.
O Ministério Público do Rio
Grande do Norte (MPRN) informou que apura o caso do menino que foi filmado
sobre o teto de um carro segurando um objeto semelhante a uma arma de fogo
durante uma comemoração após as eleições, no domingo (4), em Parnamirim, na Grande
Natal. O caso também é investigado pela Polícia Civil.
Segundo o MP, foram abertos
dois procedimentos junto às Promotorias de Justiça da área da infância e
juventude da cidade "para verificar a responsabilização criminal e
proteger a criança". Como envolvem uma criança, os casos correm em sigilo,
informou o órgão.
O caso ganhou repercussão
após imagens circularem nas redes sociais mostrando a criança em meio à
multidão.
A polícia se refere ao objeto
mostrado pela criança como “possivelmente um simulacro de arma de fogo”. Até o
momento, a corporação não confirmou oficialmente a natureza do objeto.
Após ser convocada pelo
Conselho Tutelar, a mãe da criança - que não estava com o menino no dia - disse
que a arma era de brinquedo e que foi dada de presente pelo pai. O casal é
separado há cerca de oito anos.
Conselho Tutelar orientou
acompanhamento psicológico
O Conselho Tutelar de
Parnamirim, na Grande Natal, orientou à mãe do menino que ele tenha um
acompanhamento psicológico após o caso. O menino estava com o pai no dia do
registro, e a mãe contou que viu o vídeo pelas redes sociais e buscou o filho
imediatamente.
Segundo Amanda Melo,
conselheira tutelar em Parnamirim, a mãe do menino informou que vai mantê-lo
inicialmente longe do convívio do pai. Ela disse no Conselho Tutelar que o
homem era um bom pai para o menino, mas que se equivocou no episódio.
A conselheira informou que
orientou ainda a mulher a regularizar judicialmente a guarda da criança, já que
o casal é separado, mas possui apenas um acordo verbal. Até uma decisão
judicial, segundo a conselheira, a mãe disse que vai manter o contato do pai
com o filho de maneira regulada por ela.
Segundo Amanda, por conta da
proteção oferecida pela mãe e pelas medidas encaminhadas, nenhuma outra medida
mais severa foi tomada pelo órgão, já que o menino se encontra fora de riscos
mais graves no momento.
"Como a criança se
encontra salva, se encontra bem, protegida, não necessitou, nesse primeiro
momento, de nenhuma medida a mais. Ela está protegida da exposição, está
tocando a vida e acredito que nenhum prejuízo, se Deus quiser, vai acontecer
com ela a mais do que já aconteceu", falou.
Menino ficou abalado com o
caso, diz conselheira
A conselheira relatou que o
menino ficou abalado com o caso, mas que nesta quarta-feira (7) já estava
melhor e havia retornado normalmente às aulas, com acompanhamento pedagógico
especial por conta da situação.
"Como a gente viu que
foi sanado o problema, a criança já está em segurança, já vai fazer um
acompanhamento psicológico, está afastada do convívio do suposto violador, que
seria o pai, está recebendo todo o suporte da mãe, da família, da rede de
apoio, voltou para a escola, então não tem violação de direito", disse.
"Cabe agora à Justiça
julgar se houve ou não dolo, crime. Cabe à Justiça. O Conselho Tutelar não
investiga", completou.
A conselheira informou ainda
que esteve em contato com a escola do menino e com a equipe pedagógica para
garantir um ambiente seguro e evitar situações de constrangimento ou
discriminação no retorno às aulas.
Investigações em andamento
Ao g1, a Polícia Civil
informou que, além de identificar os responsáveis, seguirá a investigação
"incluindo a realização de oitivas e outras medidas necessárias" para
esclarecer o caso. A corporação informou que, neste momento, não vai divulgar
mais detalhes.
"Em razão do andamento
das investigações e da necessidade de preservar as diligências, outras
informações não serão repassadas neste momento. Novos esclarecimentos serão
divulgados oportunamente, assim que houver informações oficiais que possam ser
compartilhadas", informou a Civil.
O Instituto Potiguar de
Direitos Humanos (IPDH) informou que protocolou no MP uma Notícia de Fato para
apuração do caso.
"Não podemos nos calar
diante de imagens impactantes que expõem e colocam nossas crianças em risco. O
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) existe para garantir proteção
integral, e cobramos a devida apuração e providências das autoridades
competentes", citou em nota.
O vídeo
As imagens mostram uma
criança em cima do teto de um veículo, em meio a uma concentração de pessoas
durante uma comemoração após as eleições, em Parnamirim, na Grande Natal.
Em determinado momento, a
criança permanece sobre o veículo enquanto segura o objeto com uma das mãos. O
registro é feito de perto, em meio à movimentação das pessoas que participavam
do ato.
As imagens passaram a
circular nas redes sociais e provocaram grande repercussão.
Confira a nota da Polícia
Civil na íntegra
"A Polícia Civil do Rio
Grande do Norte informa que os responsáveis pela criança que aparece em um
vídeo, no qual ele é visto sobre um veículo portando possivelmente um simulacro
após o encerramento das eleições, já foram identificados.
As diligências já foram
iniciadas, incluindo a realização de oitivas e outras medidas necessárias para
o esclarecimento dos fatos e a adoção das providências cabíveis.
Em razão do andamento das
investigações e da necessidade de preservar as diligências, outras informações
não serão repassadas neste momento. Novos esclarecimentos serão divulgados
oportunamente, assim que houver informações oficiais que possam ser
compartilhadas."
Por g1 RN


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