MP entra na Justiça contra prefeito de Condado, na PB, por nomear esposa como secretária e ela fazer curso em horário de trabalho.
Ação do Ministério Público
se refere a improbidade administrativa, dano ao erário e enriquecimento
ilícito. Ex-secretária cursava Medicina em tempo integral em faculdade de
Patos, no Sertão.
O Ministério Público da
Paraíba (MPPB) entrou com uma ação civil pública na Justiça por improbidade
administrativa contra o prefeito da cidade de Condado, no Sertão da Paraíba,
Caio Rodrigo Bezerra Paixão, e a esposa dele, Roberta Waléria Rodrigues Formiga
Paixão, pela nomeação dela como secretária de Ação e Promoção Social e por ela
cursar medicina, em outro município, durante o horário de trabalho.
De acordo com o MP, a
conduta se configura como prática de lesão ao erário e enriquecimento ilícito
do prefeito e da ex-secretária e também primeira-dama, respectivamente. A ação
foi proposta pelo 4º promotor de Justiça de Patos, Caio Terceiro Neto Parente
Miranda. A ação foi divulgada nesta quinta-feira (15).
Conforme informado pelo
Ministério Público, o prefeito manteve a esposa no cargo durante 14 meses,
mesmo tendo conhecimento de que ela não exercia a função por cursar medicina em
outro município, no caso em Patos, também no Sertão.
Na ação, o MP solicita a
perda da função do prefeito e também a suspensão dos direitos políticos por 14
anos. Em relação a ex-secretária, requer a perda dos valores acrescidos
ilicitamente ao patrimônio e também a suspensão dos direitos políticos por 14
anos. Entenda mais abaixo.
A ação destaca que o gestor
permitiu que a esposa incorporasse ao seu patrimônio R$ 53.285,71 sem a
prestação do trabalho a qual foi nomeada para fazer. O MP destacou também que o
órgão havia informado ao prefeito da conduta e, mesmo assim, houve a continuidade
dela no cargo por algum tempo.
“Foi requisitada à
instituição de ensino a matrícula, o histórico e a grade de horários da ré e,
ao Município de Condado, a legislação do cargo e os registros de frequência. A
ré foi notificada pessoalmente, em dezembro de 2025, para prestar
esclarecimentos sobre o acúmulo do cargo com o curso de Medicina, mas se
manteve em silêncio. Também foi expedida ao prefeito recomendação para que
exonerasse a ré, o que só aconteceu em fevereiro deste ano”, disse o promotor.
O g1 entrou em contato com a
Prefeitura de Condado, mas não recebeu retorno até a última atualização desta
reportagem.
Por g1 PB


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