Campanha da Proteste pede fim da cobrança de roaming para celular.
Uma
campanha da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), lançada
nesta segunda feira (3), pede o fim da cobrança de roaming para celular. O
valor, pago pelo consumidor quando ele está fora da área para a qual o aparelho
foi habilitado, também é chamado de tarifa de deslocamento.
Segundo
a Proteste, a cobrança adicional só fazia sentido no início do uso da telefonia
móvel no país, quando as empresas precisavam usar da rede de outras operadoras
para permitir que os clientes usassem o aparelho durante as viagens.
A
adesão à campanha pode ser feita por meio do site www.fimdoroaming.com.br . “Está
prevista em uma resolução na Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações] a
possibilidade de cobrança, mas entendemos que isso não é mais possível por uma
questão prática, pois as empresas atuam no país todo”, explicou Sônia Amaro,
supervisora institucional da Proteste.
As
assinaturas digitais serão recolhidas por aproximadamente um mês e depois
protocoladas na agência reguladora.
Para
mostrar aos consumidores o peso de uma tarifa de roaming na conta de celular, o
site da campanha disponibiliza um simulador estimando esse custo a partir de
informações fornecidas por cada cliente. No caso de um consumidor de celular
pré-pago com 20 ligações por mês em roaming, de 1,5 minutos cada uma, o gasto
com a tarifa pode chegar a R$ 550 por ano.
De
acordo com a Proteste, a Europa já aprovou o fim dessas cobranças até mesmo
entre os países do bloco. A nova regra passará a valer a partir de 2018. Os
consumidores em viagem a outro país europeu deixarão de pagar um custo
adicional pelas chamadas recebidas.
A
supervisora da Proteste explicou que a entidade procurou a Anatel para tratar
do tema, mas foi informada que a questão consta de agenda regulatória do setor.
“Concretamente, não nos deu uma posição de quando ou se fariam algo para acabar
com o adicional”, acrescentou Sônia.
A
Agência Brasil fez contato com a Anatel e com o Sindicato Nacional das Empresas
de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), mas não
teve retorno até a publicação da matéria.
Agência
Brasil


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