Fundo Constitucional do Nordeste receberá R$ 21 bilhões para 2017.
O Fundo Constitucional de
Financiamento do Nordeste (FNE) receberá R$ 21 bilhões em 2017. A programação
financeira foi aprovada nesta segunda-feira (12) pelo Conselho Deliberativo da
Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), órgão ligado ao
Ministério da Integração. Em 2016, o FNE movimentou R$ 8,1 bilhões até outubro.
Do total previsto para o
ano que vem, R$ 6,3 bilhões serão destinados ao financiamento de projetos
estratégicos como os de infraestrutura, incluindo energia renovável. Durante a
sessão do conselho, também foram
aprovadas novas regras para facilitar o acesso do setor produtivo aos recursos.
A partir de agora, as
empresas também poderão tomar recursos do FNE para capital de giro destinado a
gastos gerais e administrativos como aluguel, folha de pagamento, despesas com
água, energia e telefone. Até então, esses investimentos se limitavam à aquisição
de insumos, matéria-prima e formação de estoque.
Além disso, o fundo também
passará a atender a empresas de médio e grande porte. Antes, os recursos eram
restritos às empresas de pequeno porte. Segundo o Ministério da Integração, as
medidas representam condições estratégicas para garantir a sustentabilidade de
empreendimentos.
Rio
São Francisco
O conselho também definiu
na reunião desta segunda-feira a ampliação de projetos de saneamento e outras
iniciativas que contribuam para a melhoria da eficiência no abastecimento de
água e para a conservação ambiental na região da Bacia do Rio São Francisco.
Com a decisão, os projetos
poderão ser financiados com uma margem maior de aporte do FNE. O limite de
financiamento para grandes projetos, antes restrito a 70%, passa a ser de 90%
do valor total. Para as iniciativas de médio porte, o limite sai de 80% para
até 95%.
Dos 505 municípios da
Bacia do Rio São Francisco, 331 estão na área de atuação da Sudene, o
equivalente a 66%. Em 2015, o FNE mobilizou cerca de R$ 2,7 bilhões em
investimentos para a região, em diversos setores, sobretudo agrícola.
Os fundos constitucionais
de financiamento têm como fonte de recursos 3% da arrecadação do Imposto de
Renda e do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) e não são passíveis de
contingenciamento no Orçamento Geral da União.
Os recursos também são
cumulativos, ou seja, a arrecadação do ano anterior permanece no fundo para
garantir a programação financeira dos anos seguintes.
Agência Brasil

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