PB é sexto lugar com mais perfis suspeitos cadastrados no bolsa família.
Levantamento do Ministério
Público Federal analisou todas as unidades federativas e traçou perfis
irregulares.
A Paraíba ficou na sexta
colocação entre os estados onde foram identificados mais perfis suspeitos de
irregularidades no programa Bolsa Família, do Governo Federal, apresentando
menor índice apenas dos estados de Roraima (8,87%), Tocantins (6,51%), Distrito
Federal (5,97%), Ceará (5,51%) e Rio Grande do Sul (5,04%). O levantamento do Ministério
Público Federal (MPF), analisou todas as unidades federativas e tomou por base
a investigação dos perfis que incluem falecidos, servidores públicos, doadores
de campanhas e empresários. Na Paraíba, Cacimba de Areia, no Sertão, obteve o
maior percentual de benefícios suspeitos e Dona Inês, no Agreste, o menor.
Conforme os dados do
levantamento do MPF, Cacimba de Areia obteve um índice de 12,55% e liderou o
ranking das cidades paraibanas onde foram encontradas mais pessoas cadastradas
irregularmente no programa de transferência de renda. Ao todo, foram 129
cadastros identificados como irregulares. No período que compreende 2013 a maio
de 2016 foram destinados R$ 5.595.465,00 para o pagamento do benefício e, desse
total, R$ 727.083,00 teriam sido destinados a pessoas que não se encaixam nos
parâmetros exigidos no programa, com renda incompatível com o perfil de pobreza
ou extrema pobreza.
Todos os municípios foram
analisados nesse mesmo período e a cidade paraibana com menos perfis suspeitos
foi Dona Inês, no Agreste. A cidade teve 37 cadastros tidos como irregulares
pelo MPF, destinando, de maneira indevida, R$ 151.255,00, de um total de
recursos que soma 14.464.238,00. Esse índice representa 1,05% e colocou a
cidade em última colocação porque o levantamento faz a classificação de maneira
proporcional entre o total de benefícios em reais e os valores suspeitos, o que
significa que outras cidades tiveram menos perfis, mas com um maior percentual
suspeito.
Em João Pessoa, foram
identificados R$ 22.979.029,00 em valores suspeitos de um total de R$
343.596.987,00 em recursos destinados ao pagamento do benefício. Esse valor
representa 6,7% e deixou a capital paraibana em 37º lugar no ranking estadual,
mas foi a 3ª capital onde foram encontrados mais perfis suspeitos. Já Campina
Grande ficou na 133º colocação, com um montante de valores suspeitos de R$
6.865.809,00, levando em consideração um total de R$ 164.071.416,00, o
município apresentou 4,18% em perfis suspeitos.
O levantamento foi
possível através de uma ferramenta desenvolvida pelo MPF para apurar possíveis
irregularidades relativas ao requisito legal de renda para inclusão de pessoas
no programa Bolsa Família. As bases de dados cruzados foram fornecidas pelo
próprio Governo Federal, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela Receita
Federal e pelos Tribunais de Contas estaduais e municipais. O MPF considera
essa ação a maior mobilização de instituições para fiscalizar o programa.
Jornal da Paraíba



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