Ministério da Saúde diminui número mínimo de médicos por UPA.
O Ministério da Saúde
anunciou hoje (29) que irá flexibilizar regras para o funcionamento das
Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Com as novas regras, cada unidade poderá
ter no mínimo dois médicos. Antes, era exigido o número mínimo de quatro
médicos por unidade.
Caberá ao gestor municipal
definir o número de profissionais na equipe. A partir do tamanho da equipe
médica, será estabelecido o valor de custeio que será repassado ao município.
Uma UPA com dois
profissionais, por exemplo, receberá um incentivo financeiro para custeio de R$
50 mil enquanto uma com nove profissionais receberá R$ 250 mil. "É melhor
dois [médicos] do que nenhum. O Brasil precisa cair na real. Não temos mais
capacidade de contratar pessoal", disse o ministro da Saúde, Ricardo
Barros, ao anunciar as novas regras. "É melhor essa UPA funcionando com um
médico de dia e um de noite do que ela fechada", completou.
De acordo com o
ministério, também está previsto o compartilhamento de equipamentos entre as
UPAs, no intuito de otimizar a estrutura disponível no município.
Para Barros, as novas
regras devem incentivar a conclusão de UPAs em todo o país. Dados da pasta
apontam que, atualmente, 275 unidades estão em obras, enquanto 165 já foram
concluídas, mas não foram abertas.
Muitos prefeitos, segundo
o ministro, evitam entregar o certificado de conclusão de obra da UPA por causa
da exigência de um prazo máximo de 90 dias para que a unidade comece a atender.
"As UPAs estão
fechadas. Estamos colocando em atendimento e abrindo para a população",
disse. "É simples o raciocínio. É senso prático", acrescentou.
A expectativa do governo
federal é que a capacidade de atendimento das atuais 520 UPAs praticamente
dobre em todo o país, chegando a 960 unidades em funcionamento.
"Estou absolutamente
seguro de que estamos fazendo o melhor para a saúde", afirmou Barros, ao
destacar que as mudanças foram aprovadas na comissão tripartite, que inclui
representantes das secretarias estaduais e municipais de Saúde. A portaria deve
ser publicada amanhã (30) no Diário Oficial da União.
Agência Brasil


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