Prazo para aderir ao Saúde na Escola é prorrogado até 28 de fevereiro.
O
prazo para aderir ao programa Saúde na Escola (PSE), que terminaria nesta sexta-feira
(15), foi prorrogado até o dia 28 deste mês. Até o momento, segundo o
Ministério da Saúde, 4.520 cidades indicaram escolas públicas que realizarão,
por dois anos, atividades de educação em saúde.
O
credenciamento é feito no site e-Gestor Atenção Básica com o CPF e senha do
perfil cadastrado como “gestor municipal” vinculado ao “módulo PSE”. Caso o
gestor não seja habilitado ou não tenha perfil no módulo PSE, é o CNPJ e a
senha do Fundo Municipal de Saúde que devem gerenciar o cadastro.
Pelo
programa, os municípios recebem incentivos financeiros do governo federal para
realizar ações de prevenção de doenças e promoção da saúde com estudantes. A
partir deste ano, para participar, os gestores municipais devem indicar
especificamente as escolas beneficiadas. Pelo menos 50% das escolas
prioritárias - escolas quilombolas, indígenas, rurais e com a maioria dos
estudantes beneficiários do Bolsa Família - devem ser pactuadas.
Cada
município recebe, no mínimo, R$ 5.676 após aderir ao programa para levá-lo a
até 600 estudantes. A cada acréscimo entre um e 800 alunos é adicionado R$ 1
mil ao valor total.
Saúde
na Escola
O
Programa Saúde na Escola foi instituído em 2007 com o objetivo de levar às
escolas públicas ações de promoção, prevenção e atenção à saúde, para enfrentar
vulnerabilidades que comprometem o pleno desenvolvimento de crianças e jovens.
Segundo
a última Pesquisa Nacional do Escolar (PENSE), realizada em 2015, a prevalência
do consumo de bebida alcoólica e uso de cigarro e drogas ilícitas foi menor
entre os estudantes que faziam parte de unidades participantes do PSE.
Outro
indicador que demonstra resultado do trabalho das equipes de saúde e educação
foi a menor prevalência do consumo de refrigerantes e guloseimas. Além disso,
48,8% dos estudantes de unidades que aderiram ao programa estudam em ambientes
livres de bullying.
As
ações envolveram um universo de 20 milhões de estudantes de 85.706 escolas e
mais de 36 mil equipes da atenção básica do SUS.
Agência
Brasil


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