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Ministério da Saúde lança Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual.

Foto: Júlia Prado/MS

Cerca de 4 milhões de adolescentes e mulheres terão acesso aos absorventes gratuitamente em 3,5 mil cidades brasileiras.

om o objetivo de combater a precariedade menstrual, o Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (23), a portaria que institui incentivo financeiro para o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual. A iniciativa assegura a oferta e a distribuição gratuita de absorventes higiênicos para cerca de 4 milhões de adolescentes e mulheres em 3,5 mil municípios brasileiros no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

O evento contou com a participação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, da primeira-dama, Michelle Bolsonaro; da Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto; da senadora do Distrito Federal, Damares Alves; da vice-presidente do CONASEMS, Cristiane Pantaleão; além da presença do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; do Secretário de Atenção Primária a Saúde, Raphael Câmara e do Diretor do departamento dos Ciclos da Vida (SAPS), Walter Palis Ventura.

Queiroga falou sobre a importância dos cuidados voltados às mulheres em situação de vulnerabilidade. “A história da menstruação é tão antiga quanto a história da humanidade. Essa política da saúde menstrual resgata a dignidade das mulheres que vivem em condição de vulnerabilidade”, afirmou.

“Até pouco tempo muitas meninas poderiam perder aula por falta de um item tão básica de higiene. E agora nós queremos que essa mulher, lá na frente, capacitada, escolarizada, não tenha nenhuma limitação para realizar seus sonhos”, ressaltou a ministra Cristiane Brito.

Segundo a Portaria do Ministério da Saúde, as beneficiárias do programa serão mulheres em situações de vulnerabilidade menstrual, sendo:

• 17,2 mil mulheres em situação de rua ou em situação de vulnerabilidade social extrema, cadastradas em equipe de Consultório na Rua homologada pelo Ministério da Saúde, observados os critérios do Programa Previne Brasil - faixa etária entre 08 a 50 anos;

• 3,5 milhões de estudantes de baixa renda, matriculadas nos níveis de ensino fundamental, médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ensino profissional, em escolas pactuadas na adesão ao Programa Saúde na Escola (PSE), com percentual mínimo de 50% dos estudantes de famílias beneficiárias do Programa Auxílio Brasil, conforme Portaria Interministerial 1.055 de 25 de abril de 2017, em 36.549 escolas pactuadas em 3.394 municípios;

• 291 mil adolescentes internadas em unidades de cumprimento de medida socioeducativa, cadastradas em uma equipe Saúde da Família ou equipe de Atenção Primária, observados os critérios do Programa Previne Brasil (faixa etária entre 12 e 21 anos).

A senadora eleita Damares Alves falou sobre o Brasil ser um exemplo para o mundo, “Em 2021 a lei que institui o programa foi aprovada e sancionada. Em março de 2022 vem o decreto. Esse legado a gente vai deixar. Esse é mais um programa para o mundo inteiro copiar”, reforçou.

O Programa será implementado de forma integrada entre todos os entes federados, mediante a atuação das áreas da saúde, assistência social, educação e segurança pública. A distribuição ficará a critério do gestor local, dependendo da organização de cada município, em locais como Unidades Básicas de Saúde, escolas que participam do PSE e Consultórios na Rua homologados pelo Ministério da Saúde.

O impacto financeiro estimado para a promoção da saúde menstrual em 2022 é de R$ 23,4 milhões para os últimos dois meses do ano. Já para 2023, a meta é investir R$ 140,4 milhões e para 2024, o repasse também será de R$ 140,4 milhões levando em conta o número de beneficiadas.

 

Fran Martins | Ministério da Saúde

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