Ações do Governo da Paraíba de assistência materno-infantil levam Estado a registrar 2ª menor taxa de mortalidade materna no Nordeste.
O aprimoramento e a intensificação de ações importantes por
parte do Governo da Paraíba voltadas para o acompanhamento e assistência à Rede
Materno-Infantil levaram o Estado a figurar entre os que apresentam menor taxa
de mortes maternas no Brasil, em 2022. A Paraíba é destaque no Nordeste, com o
2º melhor resultado, e ocupa 9ª posição no ranking nacional, com 47,2 dos
óbitos maternos a cada cem mil nascidos vivos, abaixo da média nacional (54,5),
de acordo com dados do Sistema de Informação sobre Maternidade (SIM) do
DataSUS. A marca, registrada dois anos após a pandemia de Covid-19 quando
ocorreu o maior pico de mortalidade, indica o avanço das ações realizadas no
âmbito da assistência a esse público no Estado.
“A Secretaria de Estado da Saúde vem desenvolvendo e
potencializando o cuidado às gestantes e aos recém-nascidos em todo o estado.
Esse trabalho se dá a partir da qualificação dos profissionais que fazem o
acompanhamento do pré-natal na Atenção Primária à Saúde, sua articulação com a
Atenção Especializada tanto através da telemedicina junto à Rede Cuidar quanto
da ampliação e do fortalecimento dos ambulatórios de Pré-Natal de Alto Risco na
Rede Estadual”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Ari Reis, ressaltando
o aprimoramento e a intensificação de ações importantes voltadas para o
acompanhamento e assistência voltada à Rede Materno-Infantil.
O gestor ainda destacou que, em 2022, foi implantada a
regulação obstétrica, que é realizada pela Central Estadual de Regulação
Hospitalar (CERH), e ressaltou a importância das ações desenvolvidas no âmbito
do planejamento familiar. "Estamos avançando com a inserção do DIU
(dispositivo intrauterino) e a capacitação dos enfermeiros da Estratégia Saúde
da Família que realizam este procedimento. Todas essas estratégias tornam nossa
rede estruturada e preparada para atender essas mães e seus bebês, garantindo um
atendimento integral e resolutivo”, frisou.
A morte materna é definida como o óbito ocorrido durante a
gestação ou até 42 dias após o seu término, causada por qualquer fator
relacionado ou agravado pela gravidez. Segundo o Sistema de Informação sobre
Maternidade (SIM), a taxa nacional de mortalidade materna em 2022 foi de 54,5 a
cada cem mil nascidos vivos. Em 2021, pior ano da pandemia, chegou a 117,4 e,
no ano anterior, 74,7.
A gerente executiva de Atenção à Saúde, Izabel Sarmento,
reforçou que o estado tem desenvolvido estratégias para continuar melhorando os
indicadores referentes à mortalidade materna e infantil, a exemplo do apoio
prestado aos 223 municípios por meio dos Apoiadores Institucionais da APS do
Projeto Reap Quali, que tem como objetivo criar uma Rede para qualificação e
matriciamento gerencial de trabalhadores e gestores do SUS.
“Através do Reap Quali são consolidadas estratégias voltadas
à Saúde da Família, onde são definidas ações de articulação com as respectivas
gestões municipais. Este projeto possibilita a alocação de apoiadores
institucionais da Atenção Primária nas 16 Regiões de Saúde, e vem constituindo
uma ferramenta indispensável para o planejamento e execução das ações nos
territórios paraibanos. Dessa forma, diversos processos formativos e oficinas
têm sido realizados pelo Estado visando qualificar o cuidado em saúde ofertado
a toda população”, pontuou.
Além dessas ações, a SES tem promovido oficinas de
capacitação, cursos, visitas técnicas às maternidades/hospitais que possuem
leitos obstétricos, avaliação do diagnóstico da situação da saúde da mulher.
Também foi instituído um colegiado com as coordenações de APS nas 16 Regiões de
Saúde, intitulado de Dialoga APS.
O Estado ainda está investindo na construção do Hospital da
Mulher em João Pessoa, do Hospital de Clínicas em Campina Grande, e reforma da
Maternidade Peregrino Filho, em Patos, e da Maternidade Deodato Cartaxo, em
Cajazeiras. Todos serviços estaduais.
Série histórica - Nos anos anteriores à pandemia do
coronavírus, a Paraíba vinha mantendo uma média de 30 óbitos por ano,
considerando a série histórica iniciada em 2018. Porém, em 2021, com a
covid-19, esse valor aumentou significativamente para 72 óbitos. Nos anos
seguintes, houve uma diminuição no número de óbitos maternos, atingindo valores
até menores ao do período pré-pandemia, chegando a 23 mortes em 2022.
Atualmente, até agosto de deste ano, o estado registra 18 óbitos.
Secom PB
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