INSS e Caixa suspendem venda de seguro ligado ao crédito consignado.
Subsidiária do banco
restituirá valores cobrados acima do limite
O Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS) e a Caixa Seguridade, subsidiária da Caixa Econômica
Federal, firmaram um acordo para suspender a venda do seguro prestamista vinculado
às operações de crédito consignado oferecidas a aposentados e pensionistas.
Conhecido como “proteção
financeira” ou “seguro vida prestamista”, o produto é atrelado ao empréstimo e
cobre o saldo devedor em caso de morte, invalidez ou outras situações previstas
em contrato.
Segundo o INSS, a medida
busca garantir a proteção dos beneficiários e a regularidade na concessão do
crédito consignado.
Pelo termo de compromisso, a
Caixa Seguridade comprometeu-se a:
>suspender
temporariamente a oferta do seguro prestamista;
>impedir a vinculação
comercial entre o crédito e o seguro;
>manter a liberação do
consignado sem exigência de contratação de seguro;
>aguardar a conclusão de
processo administrativo para restituir seguros cobrados indevidamente de
aposentados e pensionistas;
>respeitar o limite de
contratação de até 1,6 vez a renda mensal do benefício;
>restituir os valores
emprestados acima do limite de contratação; e
>informar ao INSS, a cada
60 dias, o andamento das restituições.
A suspensão valerá por 30
dias ou até a conclusão do processo administrativo que analisará possíveis
irregularidades na cobrança do seguro.
Em nota, o INSS afirmou que
o acordo “visa assegurar a defesa dos interesses dos beneficiários e a
observância integral da legislação na contratação do crédito consignado”.
A Caixa Seguridade informou
que entende estar em conformidade com as normas vigentes, mas aceitou a
suspensão “para avaliar a adequação dos procedimentos e colaborar com o
processo de apuração”.
Outros bancos
Em junho, o INSS suspendeu
novas autorizações de crédito consignado a segurados. A decisão ocorreu após a
operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) que
identificou descontos indevidos realizados por associações e entidades de
aposentados e pensionistas.
Em agosto, o órgão cancelou
acordos de cooperação técnica com oito instituições financeiras. Em outubro,
mais quatro bancos e financeiras tiveram a autorização para operações de
consignado do INSS suspensas de forma cautelar.
Em 30 de outubro, o INSS
firmou compromisso para que o Banco BMG restitua mais de R$ 7 milhões cobrados
indevidamente de cerca de 100 mil beneficiários. O valor será abatido
diretamente nas faturas.
Agência Brasil


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