Paciente do primeiro transplante cardíaco pediátrico da Paraíba recebe alta no Hospital Metropolitano.
O corredor do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires,
unidade da rede estadual gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde
(PB Saúde), ganhou um novo ritmo nesta sexta-feira (12): mais leve, emocionado
e cheio de esperança. O adolescente João Pedro Pereira, de 14 anos, recebeu
alta após se tornar o primeiro paciente a passar por um transplante cardíaco
pediátrico na história da Paraíba.
João Pedro deixou a unidade cercado de aplausos, abraços e a
emoção de quem acompanhou cada etapa dessa jornada. Em poucas palavras, ele
expressou sua gratidão. “Muito obrigado por vocês terem doado um coração de um
parente de vocês. Muito obrigado mesmo, eu agradeço muito.”
O procedimento marcou um avanço na assistência de alta
complexidade e reafirma o compromisso do Governo da Paraíba, por meio da PB
Saúde, em ampliar o acesso à saúde de excelência para toda a população. A
coordenadora do Ambulatório de Transplante do Hospital Metropolitano, Tauanny
Frazão, falou sobre o impacto desse momento para a equipe e para toda a
Paraíba. “Hoje celebramos a alta do nosso querido João Pedro, o primeiro
transplante pediátrico da Paraíba. Então estamos felizes de devolvê-lo com um
novo coração para construir uma nova história. E eu quero também agradecer à
família que pôde dar o sim, diante de todo o cenário de dor, mas conseguiu,
através de um ato de generosidade, fornecer esse coração para que João pudesse
realizar seu sonho e voltar para sua família para escrever uma nova história.”
A coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de
Órgãos e Tecidos para Transplante do Metropolitano, Patrícia Monteiro, destacou
a força do adolescente. “Ele é um verdadeiro exemplo de força, coragem e
superação. Todo nosso time está imensamente orgulhoso do seu progresso e da sua
determinação. Que esse novo coração siga pulsando uma vida cheia de saúde,
alegria e muitos sonhos”.
Morador de Santana dos Garrotes, no Sertão paraibano, João
Pedro convivia com uma displasia arritmogênica do ventrículo direito, uma
doença genética que provoca infiltração de gordura no músculo cardíaco, podendo
causar arritmias graves e insuficiência cardíaca.
“Ele nasceu com essa doença genética e desenvolveu
complicações ao longo da vida. Ano passado, precisou implantar um
cardiodesfibrilador por conta da arritmia, mas já sabíamos que, em algum
momento, o transplante poderia ser necessário”, explicou a cardiologista
Roberta Barreto, integrante da equipe de transplantes.
A urgência do caso fez com que o transporte do jovem até João
Pessoa fosse realizado pelo Grupo de Resgate Aeromédico da Paraíba (Grame), em
aeronave do Corpo de Bombeiros, garantindo segurança e rapidez. No dia
seguinte, a equipe de captação também se deslocou por via aérea: o coração veio
do Hospital de Trauma de Campina Grande, onde o doador estava internado.
O órgão chegou à capital transportado pelo Grupamento Tático
Aéreo (GTA) da Polícia Militar, marcando a primeira operação conjunta da nova
parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde e a Secretaria de Segurança e
Defesa Social.
Secom PB



Nenhum comentário