Agevisa e Procon-PB farão visitas técnicas para assegurar direito de idosos a remédios gratuitos.
Representantes do Ministério
Público Federal (MPF), da Autarquia de Proteção e Defesa do Consumidor
(Procon/PB) e da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa/PB) irão
promover visitas técnicas surpresa, por amostragem, a estabelecimentos
farmacêuticos credenciados no programa Farmácia Popular para verificar o
cumprimento das orientações que garantem à pessoa idosa o acesso a medicamentos
gratuitos mediante apresentação da Carteira de Identidade antiga e/ou da
Carteira Nacional de Habilitação (CNH), sem a obrigação de apresentar a Carteira de Identificação
Nacional (CIN).
A ação fará parte das
estratégias conjuntas destinadas a coibir a prática de possíveis
irregularidades na dispensação dos remédios gratuitos para idosos na Paraíba,
mediante a exigência indevida de apresentação da Carteira de Identificação
Nacional (CIN) como critério para entrega dos medicamentos do programa
“Farmácia Popular”, sob pena de negativa no fornecimento dos produtos, conforme
denúncias apresentadas junto ao MPF e ao Procon/PB. Segundo o MPF, “houve idoso
que cogitou arcar com gastos, como o pagamento de aproximadamente R$ 40 por uma
nova identidade nos serviços terceirizados de emissão de documento, por medo de
perder o acesso a medicamentos essenciais que podem custar cerca de R$ 200,00”.
Entendimento consensual – O
assunto sobre a obrigatoriedade ou não de apresentação da Carteira de
Identidade Nacional (CIN) como requisito de acesso aos medicamentos do programa
Farmácia Popular foi tema de reunião promovida pela Procuradoria Regional dos
Direitos do Cidadão (PRDC), órgão do Ministério Público Federal (MPF), em
conjunto com o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e com órgãos de defesa do
consumidor, autoridades sanitárias e representantes do setor farmacêutico.
Com a participação de
representantes do Conselho Regional de Farmácia da Paraíba (CRF/PB), da Agência
Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa/PB), da Autarquia de Proteção e
Defesa do Consumidor do Estado da Paraíba (Procon/PB), da Associação Brasileira
de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), do Sindicato do Comércio
Varejista de Produtos Farmacêuticos (Sindifarma) e de advogados e farmacêuticos
de redes de farmácias que atuam na Paraíba, o encontro resultou no entendimento
consensual de que os idosos que ainda não possuem a nova Carteira de Identidade
Nacional (CIN) não podem ter o acesso negado aos medicamentos do programa
Farmácia Popular na Paraíba.
O objetivo central da
reunião foi a correção de possíveis falhas de informação que vinham impedindo o
atendimento de idosos em farmácias, sob a exigência indevida da nova
identidade. Na ocasião, o MPF esclareceu que não é obrigatória a troca do
documento de identidade para ter acesso aos medicamentos gratuitos, e que os
modelos antigos de RG continuam válidos em todo o território nacional até o ano
de 2032.
Além disso, o MPF
acrescentou que também deve ser aceita a Carteira Nacional de Habilitação
(CNH), mesmo vencida, pois, embora não sirva para dirigir quando está fora do
prazo, a CNH vencida segue válida como documento oficial de identificação
civil. “Para o atendimento na farmácia, o documento precisa ser oficial,
legível e ter assinatura compatível com a do cupom fiscal”, explicou.
Saiba mais
>Os representantes das
redes farmacêuticas participantes da reunião se comprometeram a reforçar
treinamentos obrigatórios e específicos para suas equipes na Paraíba, com
início já nesta semana.
>Foi orientado que as
farmácias afixem avisos informando, de forma clara, que a nova carteira de
identidade não é exigida, e que tal informação também pode ser divulgada por
meio de redes sociais e mensagens aos clientes.
>O cidadão que se sentir
lesado pode procurar, dentre outros órgãos, o Procon/PB, pelo telefone 151,
e-mail procon@procon.pb.gov.br (av. Almirante Barroso, 693, Centro, João
Pessoa).
>O MPF também recebe
denúncias e representações sobre irregularidades no programa Farmácia Popular.
As denúncias podem ser feitas por meio do portal MPF Serviços.
Secom PB


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