Moraes nega prisão domiciliar e mantém Bolsonaro preso na PF.
O ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou nesta quinta-feira (1º) o
pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro que solicitava prisão
domiciliar de natureza humanitária após alta do hospital DF Star, onde ele
segue internado desde o último dia 24.
Com a decisão, assim que
deixar o hospital, Bolsonaro deve retornar para a Superintendência da Polícia
Federal, onde está preso desde novembro após condenação de 27 anos pela trama
golpista. Em coletiva à imprensa na tarde de quarta-feira (31), os médicos
confirmaram que a previsão de alta do ex-presidente está mantida para esta
quinta-feira (1º).
Na decisão, Moraes avalia
que a defesa de Bolsonaro não apresentou “fatos supervenientes que pudessem
afastar os motivos determinantes da decisão de indeferimento do pedido de
prisão domiciliar humanitária proferida no dia 19 de dezembro de 2025”.
“Conforme destacado naquela
decisão, há total ausência dos requisitos legais para a concessão de prisão
domiciliar, bem como diante dos reiterados descumprimentos das medidas
cautelares diversas da prisão e de atos concretos visando a fuga, inclusive com
dolosa destruição da tornozeleira eletrônica, necessário a manutenção do
cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado.”
No documento, o ministrou
lembra que Bolsonaro foi condenado à pena de 27 anos e três meses, sendo 24
anos e nove meses de reclusão e dois anos e seis meses de detenção, aplicado o
regime inicial fechado para início de cumprimento da pena.
“Ressalte-se, que,
diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de
saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas sim, quadro clínico de melhora dos
desconfortos que estava sentindo, após a realização das cirurgias eletivas,
como apontado no laudo de seus próprios médicos.”
Moraes destacou ainda que
que todas as prescrições médicas indicadas como necessárias na petição da
defesa do ex-presidente podem ser integralmente realizadas na Superintendência
da Polícia Federal, “sem qualquer prejuízo à saúde do custodiado, uma vez que,
desde o início do cumprimento de pena, foi determinado plantão médico 24 horas
por dia”.
A decisão reforça também que
permanece autorizado acesso integral dos médicos de Bolsonaro, com os
medicamentos necessários, incluindo um fisioterapeuta, “e entrega de comida
produzida por seus familiares”.
Agência Brasil


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