El Niño deve provocar temporais e ondas de calor no meio do ano.
Previsão da Climatempo é que
fenômeno seja mais forte este ano; Mato Grosso do Sul começa prevenção.
Temporais severos e ondas de
calor fortes e frequentes em diversas regiões do interior do Brasil. Esses são
os efeitos do El Niño, fenômeno climático que deve atingir o país no meio do
ano, segundo a Climatempo.
Decorrente do aquecimento
anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial, o El Niño deixa o ar mais
quente e faz com que a chuva ocorra de forma irregular na maior parte do
território nacional. Ao mesmo tempo, aumenta as chuvas no Rio Grande do Sul e
reduz no extremo norte brasileiro, deixando a Amazônia e Nordeste mais
propensos à seca severa.
Prevenção
Em Mato Grosso do Sul, a
previsão é de intensificação de ocorrências de incêndios florestais nos biomas
do estado, especialmente, no Pantanal. O El Niño interfere no regime de chuvas
e no padrão de temperatura e de ventos, e é responsável pelas maiores temperaturas
já registradas e elevando consideravelmente o risco de fogo na região.
Segundo o Centro de
Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), o fenômeno
deve atingir o ápice entre o fim do outono e o início do inverno. Mas já nos
próximos meses a situação deve se agravar, após período de chuvas abaixo do
esperado até janeiro, mesmo com a melhora no registro de precipitação no início
de fevereiro, quando alguns municípios já superaram a média de chuva esperada
para todo o mês.
Diante desse panorama, o
governo do estado tem preparado ações preventivas e de combate aos incêndios
florestais. O objetivo é garantir resposta ágil e eficiente em todos os biomas
por terra e ar, com utilização de aeronaves para combate às chamas em locais de
difícil acesso e transporte de equipes.
A atuação também conta com
uso de tecnologia, sendo os drones e as análises de satélites importantes
aliados para tornar o trabalho de controle e extinção do fogo mais efetivo.
Operação 2025
Na Operação Pantanal 2025,
houve registro de redução expressiva no número de focos de calor e área
queimada pelo fogo. Foram queimados 202,6 mil hectares no ano passado, apenas
8,8% dos mais de 2,3 milhões de hectares consumidos pelo fogo em 2024 no
estado.
A maior conscientização da
população, o fortalecimento da atuação interinstitucional, condições climáticas
mais favoráveis, além da qualificação técnica das equipes foram fundamentais
para a contenção de danos.
O Corpo de Bombeiros Militar
é o maior responsável pelo resultado. A corporação atua tanto na preparação –
com manejos preventivos do fogo, capacitações de bombeiros militares e formação
de brigadistas, além do trabalho essencial realizado desde 2024 com a
instalação de bases avançadas no Pantanal –, quanto na operação. No total,
1.298 militares foram mobilizados, com apoio de 60 viaturas para atender 4.391
ocorrências registradas, a maioria em regiões urbanas.
Fonte: Brasil 61 –


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