Paraíba avança no tratamento do diabetes com capacitação para uso de insulina mais moderna no SUS.
O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da
Saúde (SES-PB), participou, nesta quarta-feira (4), em João Pessoa, da primeira
rodada de capacitações sobre a substituição da insulina NPH por uma versão mais
moderna e de ação prolongada, além do treinamento para uso de canetas
reutilizáveis. O encontro, realizado na sede do Conselho Regional de Medicina
da Paraíba (CRM-PB), reuniu profissionais da Atenção Primária à Saúde e marca o
início de um projeto-piloto nacional do Ministério da Saúde.
A iniciativa busca garantir continuidade no tratamento de
pessoas com diabetes diante da restrição global na produção de insulinas
humanas e introduz uma tecnologia que oferece mais estabilidade no controle
glicêmico e praticidade na aplicação. Nesta fase inicial, a migração será
direcionada a grupos prioritários, como crianças e adolescentes com diabetes
tipo 1 e idosos acima de 80 anos, com acompanhamento das equipes municipais.
A gerente executiva de Assistência Farmacêutica da SES-PB,
Wênia Brito, destacou que a Paraíba assume papel estratégico no êxito da
transição das moléculas em parceria com os 223 municípios. “Estamos iniciando
uma transição que será observada em todo o país. Não é apenas uma mudança de
medicamento, é uma migração que exige preparo das equipes e orientação segura
aos usuários. O Estado se coloca à disposição dos municípios para garantir que
esse processo aconteça de forma organizada e com o máximo de êxito”, afirmou.
A capacitação envolve médicos, farmacêuticos e enfermeiros e
inclui orientações práticas sobre armazenamento, troca de refil e uso correto
das canetas aplicadoras, fortalecendo a atuação integrada da Atenção Primária e
a segurança do paciente.
De acordo com a coordenadora-geral substituta do Componente
Básico da Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, Eidy Farias, o
projeto é fruto de construção técnica coletiva. “Essa migração já é uma
realidade. Foram mais de 90 dias de discussões e estudos para viabilizar essa
estratégia. Fizemos questão de que o Nordeste estivesse incluído no piloto,
porque o teste precisa refletir a realidade do Brasil. Ver esse auditório cheio
mostra o compromisso das equipes com a qualificação do cuidado”, declarou.
O projeto-piloto abrange Amapá, Distrito Federal, Paraíba e
Paraná, sendo monitorado por indicadores clínicos e farmacovigilância, com
previsão de expansão nacional a partir de 2026. A iniciativa conta com
governança conjunta entre Ministério da Saúde, Conass, Conasems, Conselho
Nacional de Saúde e Sociedade Brasileira de Diabetes, além de parcerias de
desenvolvimento produtivo que asseguram autonomia tecnológica e estabilidade de
suprimento.
Participante da capacitação, a médica generalista Renata
Lacerda, do município de Capim, avaliou que a atualização terá impacto direto
no atendimento. “É uma capacitação de grande importância para os pacientes. A
nova tecnologia facilita a aplicação e fortalece o SUS. Isso representa um
avanço concreto para a saúde das pessoas com diabetes na nossa comunidade”,
pontuou.
A migração integra uma estratégia nacional de aquisição e
distribuição organizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com estados e
municípios, sustentada por acordos de desenvolvimento produtivo que garantem
estabilidade de fornecimento e continuidade do tratamento na rede pública.
Secom PB


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