Na Paraíba, operações do Governo do Brasil prendem 139 suspeitos de crimes contra mulheres e reforçam ações do Pacto contra o Feminicídio.
Operações Mulher Segura e
Alerta Lilás mobilizaram forças de segurança federais e estaduais entre
fevereiro e março, resultando em prisões em flagrante e cumprimento de mandados
contra agressores em todo o país
Na Paraíba, 139 pessoas
foram presas durante operações coordenadas pelo Governo do Brasil nas últimas
semanas para combater a violência contra mulheres e meninas. As detenções
ocorreram no âmbito da Operação Mulher Segura, em parceria com as Secretarias de
Segurança Pública estaduais, e da Operação Alerta Lilás II, conduzida pela
Polícia Rodoviária Federal (PRF).
No estado, 133 pessoas foram
presas na Operação Mulher Segura, realizada entre 19 de fevereiro e 5 de março.
Já a Operação Alerta Lilás, conduzida pela PRF entre 9 de fevereiro e 5 de
março, resultou em 6 prisões em cumprimento de mandados relacionados a crimes
de violência contra mulheres.
As duas iniciativas fazem
parte das ações do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio,
que articula Executivo, Legislativo e Judiciário para ampliar a prevenção da
violência, fortalecer a proteção às vítimas e garantir a responsabilização de
agressores.
As duas iniciativas fazem
parte das ações do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do
Feminicídio, que articula Executivo, Legislativo e Judiciário para ampliar a
prevenção da violência, fortalecer a proteção às vítimas e garantir a
responsabilização de agressores.
NACIONAL – Em todo o país,
as duas operações coordenadas pelo Governo do Brasil resultaram na prisão de
5.238 suspeitos de crimes relacionados à violência de gênero. Na Operação
Mulher Segura, foram registradas 4.936 prisões, sendo 3.199 em flagrante e
1.737 em cumprimento de mandados de prisão. Na Alerta Lilás, foram presas 302
em flagrante ou com mandados de prisão relacionados a crimes de violência
contra mulheres.
MILHARES DE AGENTES –
Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da
Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Operação Mulher Segura
contou com a participação das forças de segurança de 26 unidades da Federação,
com exceção do Paraná, que já realizava operação semelhante no mesmo período.
Durante 15 dias, a operação
mobilizou 38.564 agentes de segurança, com apoio de 14.796 viaturas, em 2.050
municípios brasileiros. Foram realizadas 42.339 diligências, com 18.002 medidas
protetivas de urgência acompanhadas e 24.337 vítimas atendidas.
No campo da prevenção, foram
promovidas 1.802 campanhas de conscientização, que alcançaram 2,2 milhões de
pessoas, reforçando ações educativas voltadas ao enfrentamento da violência de
gênero. Para ampliar a capacidade operacional dos estados, o Ministério da
Justiça destinou cerca de R$ 2,6 milhões para pagamento de diárias de
policiais, ampliando o efetivo empregado nas ações. A operação integra o
Projeto VIPS – Vulnerabilizados Institucionalmente Protegidos e Seguros,
iniciativa estratégica voltada à proteção de grupos vulnerabilizados.
MAIOR DA HISTÓRIA – Paralelamente
à mobilização nos estados, a Polícia Rodoviária Federal realizou a Operação
Alerta Lilás, considerada a maior ação da história da instituição voltada à
proteção de mulheres.
Entre 9 de fevereiro e 5 de
março, a PRF intensificou ações de inteligência e fiscalização para localizar e
prender agressores procurados pela Justiça nas 27 unidades da Federação. O
resultado foi a prisão de 302 pessoas em flagrante ou em cumprimento de
mandados relacionados a crimes de violência contra mulheres, reforçando o
enfrentamento qualificado à violência de gênero em âmbito nacional.
Do total das ocorrências,
119 (39,4%) contaram com participação da atividade de inteligência da PRF. As
demais 183 prisões (60,6%) decorreram de flagrantes realizados pelo efetivo
operacional.
PLANO DE TRABALHO – As
operações Mulher Segura e Alerta Lilás II integram o plano de trabalho
apresentado na última quarta-feira (4) pelo Comitê Interinstitucional de Gestão
do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio. O
plano tem a finalidade de organizar, integrar e consolidar as ações
prioritárias, previstas no compromisso firmado em 4 de fevereiro de 2026 pelos
Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para o enfrentamento ao
feminicídio.
Entre as medidas previstas
está a realização de mutirões nacionais para cumprimento de mandados de prisão
de agressores, além do fortalecimento da rede de acolhimento e atendimento às
vítimas.
O plano também prevê ações
para acelerar a concessão e o monitoramento de medidas protetivas de urgência,
ampliar a integração entre órgãos de segurança e justiça e promover iniciativas
educativas voltadas à prevenção da violência de gênero.
Também estão previstas a
criação de um Centro Integrado Mulher Segura para monitoramento de dados, a
implantação de unidades móveis de atendimento a mulheres em situação de
violência e a ampliação da rede de acolhimento.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


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