Gripe: vacinação de crianças, gestantes e idosos deve ser intensificada antes do inverno.
Ministério da Saúde alerta para reforço da vacinação após
antecipação da circulação de casos neste ano e amplia proteção dos grupos
vulneráveis antes do inverno
A circulação da influenza começou mais cedo neste ano. Para
ampliar a proteção, o Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação,
especialmente entre crianças, gestantes e idosos, grupos com maior risco de
desenvolver complicações e precisar de hospitalização. A vacina é a principal
forma de prevenção e está disponível gratuitamente no SUS para os públicos
prioritários. Para proteger os bebês contra a bronquiolite, a vacinação contra
o vírus sincicial respiratório também está disponível para gestantes a partir
da 28ª semana de gravidez.
Até 18 de abril de 2026, o Brasil registrou 5,5 mil casos de
Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza e 352 mortes. Apesar da
antecipação da circulação do vírus antes do inverno, período de maior
transmissão, a expectativa é de que o pico deste ano fique abaixo do observado
no mesmo período de 2025.
Em parte do país, os casos já apresentam desaceleração.
Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Tocantins e Distrito
Federal registram queda ou interrupção do crescimento, sinalizando possível
estabilização da circulação viral. Ainda assim, 17 estados seguem com tendência
de aumento dos casos nas últimas semanas.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou
em 28 de março nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste e segue até 30
de maio. Mais de 17 milhões de doses já foram distribuídas no país, com 11,6
milhões aplicadas em crianças, idosos e gestantes.
Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil enviou
mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. A iniciativa busca
reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais
institucionais e incentivar a vacinação. Na Região Norte, a vacinação ocorre no
segundo semestre, conforme a sazonalidade local.
A campanha é realizada anualmente, pois o vírus sofre
mutações frequentes e novas cepas passam a circular a cada temporada. Por isso,
o Ministério da Saúde atualiza a composição das vacinas em todas as campanhas.
O imunizante pode ser aplicado junto a outras vacinas do Calendário Nacional,
incluindo a vacina contra a Covid-19.
Com base na análise da Organização Pan-Americana da Saúde
(OPAS), as vacinas atuais contra a influenza reduzem hospitalizações, com
efetividade de 30% a 40% entre adultos e de até 75% em crianças.
Vírus Sincicial Respiratório
Além da vacina contra a gripe, o SUS oferece imunização
contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A estratégia
protege os bebês nos primeiros meses de vida.
Como complemento, o Ministério da Saúde incorporou o
nirsevimabe ao SUS em fevereiro. O imunizante é indicado para recém-nascidos
prematuros e crianças de até 23 meses com pelo menos uma das seguintes
condições: cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento grave,
síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular ou anomalias congênitas
das vias aéreas.
Diferentemente das vacinas tradicionais, o nirsevimabe é um
anticorpo monoclonal que atua imediatamente após a aplicação, sem necessidade
de estimular resposta imunológica ao longo do tempo. A incorporação do produto
reforça as estratégias do SUS para prevenir casos graves de bronquiolite em
bebês.
Karyna Angel/Ministério da Saúde


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