SES adota nova estratégia de borrifação residual e prepara equipes para combate mais ágil às arboviroses na Paraíba.
A Secretaria de Estado da
Saúde (SES) iniciou uma qualificação voltada à implementação da Borrifação
Residual Intradomiciliar (BRI) e do BRI Aedes — estratégias atualizadas que
ampliam o enfrentamento das doenças transmitidas por vetores, como a doença de
Chagas, leishmanioses e arboviroses, a exemplo de dengue, chikungunya e zika. O
encontro começou nesta segunda-feira (6), no auditório da Fundação Nacional de
Saúde (Funasa), em João Pessoa.
A iniciativa faz parte de um
conjunto de ações que vêm sendo reforçadas pela SES para tornar o combate aos
mosquitos e outros vetores mais rápido, eficiente e direcionado, reduzindo os
riscos de transmissão dessas doenças nos municípios. A capacitação reúne
profissionais da vigilância ambiental dos municípios, entre coordenadores e
agentes de combate às endemias que atuam diretamente nas ações de campo.
A qualificação é voltada ao
uso de inseticidas de ação residual, técnica utilizada em pontos estratégicos
para eliminar os vetores e interromper a circulação dessas doenças. De forma
simples, esse tipo de inseticida é aplicado em locais onde os mosquitos
costumam pousar, como paredes. Ao entrar em contato com essas superfícies, o
vetor acaba sendo eliminado, o que ajuda a reduzir a transmissão das doenças.
Por isso, é fundamental que a aplicação seja feita de forma correta e direcionada,
seguindo critérios técnicos bem definidos.
Segundo o gerente
operacional de saúde ambiental da SES, Luiz Almeida, a qualificação também
atualiza os profissionais sobre as diretrizes nacionais mais recentes de
enfrentamento das arboviroses, fortalecendo as estratégias de controle vetorial
em todo o estado. “Há décadas não se realizava uma capacitação como essa.
Estamos trazendo uma atualização importante, alinhada às diretrizes mais
recentes, que fortalece o enfrentamento não só das arboviroses, mas também de
outros agravos historicamente relevantes”, ressaltou.
A qualificação integra uma
programação ampliada que será executada ao longo do mês de abril em diferentes
regiões do estado, contemplando todas as Gerências Regionais de Saúde (GRS). Após
João Pessoa, as atividades seguem nestas terça (7) e quarta (8) para municípios
da 12ª GRS, e na quinta (9) e sexta (10) para a 2ª GRS, em Guarabira.
De acordo com o chefe do
Núcleo de Fatores Biológicos e Entomologia da SES, Nilton Guedes, a qualificação
é uma etapa importante dentro dessa estratégia mais ampla de enfrentamento.
“Essa capacitação visa preparar os municípios para realizarem a aplicação de
inseticidas de forma padronizada, conforme recomendado pelo Ministério da
Saúde. Isso traz resultados mais efetivos no enfrentamento dos vetores, além de
garantir segurança ao trabalhador e economia de inseticidas. Estamos falando de
um controle mais eficiente de doenças como as transmitidas pelos triatomíneos,
no caso da doença de Chagas, pelos flebotomíneos, que causam as leishmanioses,
e também do enfrentamento ao Aedes”, destacou.
Dentro da programação
ambiental, estão previstas atividades teóricas e práticas sobre borrifação
residual de inseticidas, além do uso de ovitrampas — armadilhas utilizadas para
monitoramento do mosquito Aedes aegypti — e da Estação Disseminadora de
Larvicida, tecnologia voltada à eliminação de larvas. As ações também incluem a
distribuição de equipamentos e orientações sobre dosagem e aplicação correta
dos produtos.
A ação conta com apoio do
Ministério da Saúde, responsável pelo fornecimento dos inseticidas, enquanto o
Governo da Paraíba realiza a distribuição, o controle dos insumos e a
capacitação das equipes. A meta é alcançar todos os 223 municípios paraibanos,
fortalecendo as ações de vigilância ambiental de forma integrada em todo o
território.
Assessoria


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