InfoGripe: maior parte do país está em alerta ou risco para doenças respiratórias.
Crescimento dos casos é impulsionado por vírus sazonais, como
VSR e influenza A; vacinação é principal forma de se proteger
A maior parte do Brasil apresenta incidência de Síndrome
Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco. É o
que revela a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgado na quarta-feira (29)
pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Somente Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul estão
fora desse cenário epidemiológico. De acordo com a Fiocruz, o quadro reflete a
sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR) e da influenza A no
país.
Outro ponto de atenção é o aumento contínuo dos casos de SRAG
associados ao VSR em todas as unidades da federação. A doença atinge
principalmente crianças de até dois anos de idade.
Segundo o levantamento, o avanço das notificações foi
observado no Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas
Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Paraíba,
Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe
e São Paulo.
Por outro lado, Goiás, Maranhão e Tocantins já apresentam
indícios de estabilidade, enquanto Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima indicam
sinais de queda.
O boletim também aponta crescimento dos casos de SRAG
associados à influenza A em boa parte do Centro-Sul — Distrito Federal,
Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio
Grande do Sul e São Paulo —, em alguns estados do Norte — Acre, Rondônia e
Roraima —, além de Alagoas e Paraíba, no Nordeste.
No entanto, há uma tendência de queda em diversos estados do
Norte — Amazonas, Amapá, Pará e Tocantins —, do Nordeste — Bahia, Ceará,
Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte —, além de Mato Grosso. Goiás e Sergipe
já sinalizam interrupção do crescimento dos casos de gripe.
Vacinação
A pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de
Computação Científica da Fiocruz, Tatiana Portella, afirma que a vacinação é a
principal forma de prevenir casos graves de VSR e influenza.
“É essencial que a população que faz parte dos grupos
prioritários — como crianças, idosos e pessoas com comorbidade — tomem a dose
atualizada da vacina da gripe durante o período da campanha, para ficarem
protegidas no momento de maior circulação desses vírus”, reforça.
Portella também orienta que a vacina contra o VSR pode ser
aplicada em qualquer época do ano e é indicada para gestantes a partir da 28ª
semana de gravidez, garantindo a proteção dos bebês nos primeiros meses de
vida.
Prevalência dos vírus
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição
dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
31,6% de influenza A
2,9% de influenza B
36,2% de VSR
26% de rinovírus
3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
46,9% de influenza A
4,3% de influenza B
8,3% de VSR
20,5% de rinovírus
16,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos
no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até
25 de abril, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 16.
Fonte: Brasil 61 –


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