Picuí, Baraúna, F. Martinho e outras: Conexão de internet em 106 UBS da Paraíba deve ampliar telemedicina e agilizar atendimentos no SUS
Investimento do Fust busca
levar conectividade a unidades básicas de saúde e melhorar o acesso da
população a consultas e diagnósticos
A ampliação do acesso à
internet em Unidades Básicas de Saúde da Paraíba deve acelerar atendimentos,
consultas e exames especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS),
especialmente em municípios mais afastados dos grandes centros.
Até 106 UBS do estado
poderão receber conexão de qualidade por meio de um edital lançado pelos
ministérios das Comunicações e da Saúde com recursos do Fundo de
Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).
Na Paraíba, serão
beneficiados os municípios de Alagoa Grande, Alagoinha, Alcantil, Alhandra,
Arara, Araruna, Baía da Traição, Bananeiras, Baraúna, Barra de Santana,
Bayeux, Boa Ventura, Boqueirão, Brejo do Cruz, Caiçara, Cajazeirinhas,
Casserengue, Catingueira, Condado, Coremas, Cruz do Espírito Santo, Duas
Estradas, Fagundes, Frei Martinho, Gurinhém, Jacaraú, Jericó, Joca
Claudino, João Pessoa, Lagoa de Dentro, Logradouro, Manaíra, Marcação, Mari,
Mataraca, Monteiro, Mulungu, Olivedos, Pedro Régis, Piancó, Picuí,
Pilões, Poço Dantas, Princesa Isabel, Riachão, Riachão do Poço, Rio Tinto,
Santa Cecília, Santa Rita, São Bento, São José de Caiana, São Miguel de Taipu,
São Sebastião de Lagoa de Roça, Sapé, Sobrado, Triunfo e Uiraúna.
Segundo o ministro das
Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a medida busca ampliar a telessaúde
no SUS em regiões que enfrentam dificuldades de acesso a médicos especialistas
e outros serviços de saúde.
“O Governo do Brasil avança
na conectividade em áreas essenciais para a população. A saúde pública
necessita de informações rápidas, prontuários integrados e atendimento mais
ágil. Esse edital vai priorizar as UBS para garantir que médicos, enfermeiros,
equipes de saúde e pacientes tenham acesso a uma infraestrutura digital
moderna”, destacou.
“A internet precisa estar
onde a vida das pessoas acontece de verdade. Hoje, o governo do Brasil avança
na conectividade em áreas essenciais para a população. De um lado, a saúde
pública, que necessita de informações rápidas, prontuários integrados e
atendimento digital. Do outro lado, a inclusão de uma condição fundamental para
o acesso a direitos, serviços públicos e oportunidades de cidadania",
complementou o ministro.
Agilidade nos atendimentos
A iniciativa faz parte do
programa Agora Tem Especialistas, criado para acelerar diagnósticos, reduzir
filas e ampliar os atendimentos especializados na rede pública. Segundo o
Ministério da Saúde, a expansão da telessaúde pode reduzir em até 30% o tempo
de espera por consultas, exames e cirurgias.
Para o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, a ampliação da conectividade nas unidades básicas deve
melhorar a integração de dados entre equipes médicas, facilitar o acesso aos
prontuários dos pacientes e ampliar o atendimento remoto em municípios com dificuldade
para acesso a especialistas. Segundo ele, a parceria também vai garantir a
estrutura tecnológica necessária para o funcionamento dos serviços de
telessaúde nas UBS.
“Essa parceria com o
Ministério das Comunicações vai garantir para as Unidades Básicas de Saúde não
só a conexão com a internet, mas também toda a estrutura interna necessária
para permitir a integração dos dados e a comunicação das equipes”, afirmou.
"Quero agradecer por
todo o esforço feito pelo Ministério das Comunicações, por exemplo, para
garantir internet para telecirurgia, que nós, cada vez mais, trouxemos para do
SUS, e pelo trabalho e prioridade que está sendo dada para que essa conexão
chegue também às Unidades Básicas de Saúde", enfatizou Padilha.
Além das teleconsultas e dos
diagnósticos à distância, a conectividade também deve facilitar o agendamento
de consultas, a troca de informações entre profissionais da saúde e a gestão de
medicamentos nas unidades.
Com investimento de R$ 104
milhões, o edital do Fust prevê conectar até 3,8 mil UBS em todo o país. As
propostas apresentadas por empresas e provedores deverão incluir conexão por
fibra óptica ou satélite e a instalação de redes Wi-Fi internas nas unidades de
saúde.
Fonte: Brasil 61 -


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