Saúde realiza oficina para fortalecer vigilância dos vírus respiratórios na Paraíba.
A Secretaria de Estado da
Saúde da Paraíba (SES-PB), em parceria com o Ministério da Saúde, realizou,
nesta segunda-feira (11), em João Pessoa, uma oficina voltada à análise dos
indicadores das unidades sentinela de síndrome gripal. A atividade, que se
estende até esta terça-feira (12), tem como objetivo fortalecer o monitoramento
epidemiológico dos vírus respiratórios em circulação no estado, reunindo
representantes das unidades sentinela e das vigilâncias epidemiológicas
municipais.
Durante a oficina, foram
discutidos os conceitos básicos dos indicadores monitorados ao longo do ano
para síndrome gripal, os fluxos de coleta e envio de amostras ao Laboratório
Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB), responsável pelas análises do
material, além da importância da completitude das informações registradas nas
notificações. A programação também reforçou a necessidade do monitoramento de
casos em diferentes faixas etárias, permitindo uma análise mais precisa dos
vírus respiratórios que circulam no território paraibano.
De acordo com a gerente
operacional de Vigilância Epidemiológica da SES-PB, Talitha Lira, o trabalho
desenvolvido pelas unidades sentinelas é fundamental para identificar
precocemente a circulação dos vírus respiratórios e subsidiar ações de resposta
da rede de saúde. “Essas unidades têm como objetivo identificar os vírus
respiratórios que estão circulando em cada território. As amostras coletadas de
pacientes com sintomas gripais são enviadas ao Lacen, que realiza a
identificação viral. Esse monitoramento é essencial porque permite observar
mudanças no padrão de circulação dos vírus e funciona como um sinal de alerta
para a rede hospitalar”, destacou.
Atualmente, a Paraíba conta
com seis unidades sentinela, sendo três localizadas em João Pessoa, uma em
Campina Grande, uma em Monteiro e uma em Patos. Participaram da oficina dois
representantes de cada unidade sentinela e um representante da vigilância
epidemiológica do município sede de cada serviço.
O gerente de Biologia
Molecular do Lacen-PB, Thiago Carneiro, ressaltou a importância da vigilância
laboratorial no processo de monitoramento e resposta aos vírus respiratórios.
“Essa vigilância permite antecipar, em cerca de 15 dias, quais vírus
respiratórios estarão circulando no estado. O Lacen atua como um pilar
essencial nesse processo, realizando as análises laboratoriais por RT-PCR para
identificar os vírus em circulação e subsidiar ações importantes, como estudos
de eficácia de medicamentos e composição de vacinas”, explicou.
Segundo a Vigilância
Epidemiológica da SES, a Paraíba está no período de sazonalidade dos vírus
respiratórios, com aumento da circulação da influenza observado nos boletins
epidemiológicos. “Com cerca de duas semanas de monitoramento, conseguimos
perceber alterações no comportamento dos vírus respiratórios circulantes, o que
é muito importante para prevenir o aumento de casos de Síndrome Respiratória
Aguda Grave”, afirmou Talitha Lira.
A agenda integra, ainda, uma
série de visitas técnicas às unidades sentinelas. Na quarta-feira (14), serão
visitadas às unidades de João Pessoa e o Lacen-PB. Na quinta (14), será a vez
da sentinela de Campina Grande. As visitas contam com representantes das três
esferas (município, estado e ministério) e integram as estratégias de
fortalecimento da vigilância em saúde e da resposta rápida às doenças
respiratórias, contribuindo para o planejamento das ações assistenciais e
preventivas em toda a Paraíba.
Secom PB


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