Delegado preso em operação será afastado e pode ser expulso da Polícia Civil
Secretário de Segurança da Paraíba afirma que procedimentos
administrativos foram abertos após prisão de delegado e dois agentes suspeitos
de repassar informações ao tráfico.
O delegado da Polícia Civil Braz Morrone e dois agentes presos na manhã desta
terça-feira (2), durante uma operação contra o tráfico de drogas em João
Pessoa, serão afastados das funções e podem ser expulsos da corporação. A
informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública da Paraíba, Jean
Nunes, à CBN.
A operação "Perfidus" investiga uma organização criminosa
suspeita de tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas.
Segundo a Polícia Civil, agentes públicos usavam a estrutura do Estado para
favorecer o grupo criminoso.
O secretário destacou que, além das medidas judiciais já adotadas; como
prisões, buscas e apreensões e afastamento das funções; também haverá
desdobramentos administrativos.
“O Estado precisa se indignar com esse tipo de postura e adotar as
providências no sentido de expurgar essas pessoas das instituições e
desorganizar o grupo criminoso. Além das providências judiciais que já foram
adotadas, a Polícia Civil já está encaminhando o expediente para a Secretaria
de Segurança, e a gente também vai fazer o afastamento administrativo”,
explicou Jean Nunes.
Jean Nunes disse ainda que os procedimentos podem resultar na demissão do
delegado e dos agentes envolvidos.
"Paralelamente, a Polícia Civil já determinou, junto à Corregedoria
Geral da Justiça, a instauração de procedimentos administrativos para apurar a
conduta, que podem inclusive culminar na demissão desses policiais",
explicou.
Entenda a operação
O delegado da Polícia Civil Braz Morrone e dois agentes foram presos na
manhã desta terça-feira (2), durante uma operação contra o tráfico de drogas
deflagrada em João Pessoa. Eles são suspeitos de repassar informações sigilosas
a uma organização criminosa.
A operação Perfídus investiga um grupo suspeito de envolvimento com tráfico
de drogas, corrupção e vazamento de informações protegidas por sigilo. Ao todo,
estão sendo cumpridos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e
apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos
investigados.
Entre os agentes presos estão Everton Rychelyson da Silva Aires,
conhecido como Bomba ou Bombado, apontado pela Polícia Civil como operador
central do grupo e responsável por fazer a ligação entre policiais e
traficantes, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, o Mão Branca, suspeito de
monitorar carregamentos, usar rastreadores e esconder drogas.
Outras pessoas também foram presas na operação:
João Wicttor Alves de Lima
Brendo Roberth Fernandes Sobral
Paulo Ricardo Barbosa de Souza (Galinha)
José Alexandrino de Lira Júnior (Júnior Lira)
Vanessa Dantas Fernandes
Dankennedy Vieira Brito da Silva (Babau)
As defesas dos investigados não foram localizadas.
Braz Morrone atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em
João Pessoa, e tem mais de 20 anos de carreira na Polícia Civil. Segundo as
investigações, integrantes da organização tinham acesso a informações sigilosas
sobre imóveis e veículos usados por traficantes.
O nome da operação, Perfídus, faz referência à suspeita de deslealdade
atribuída aos investigados.
Por g1 PB


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