InfoGripe alerta para aumento das internações por VSR e influenza A e B
Levantamento da Fiocruz
mostra aumento dos casos graves de SRAG e reforça importância da vacinação
entre os grupos prioritários
A nova edição do Boletim
InfoGripe, divulgada na quinta-feira (11) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),
indica aumento do número de hospitalizações provocadas pelo vírus sincicial
respiratório (VSR) e pela influenza A e B em diversas regiões do país.
Segundo o levantamento, os
casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao VSR continuam
em crescimento na maioria dos estados do Nordeste — Alagoas, Bahia, Ceará,
Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe —, do Sudeste — Minas Gerais,
Rio de Janeiro e São Paulo — e do Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do
Sul —, além de Amapá e Roraima, no Norte.
Mesmo com sinais de
estabilização ou queda, os níveis de infecção por VSR continuam altos em toda a
Região Centro-Oeste, além do Acre, Pará, Espírito Santo, Paraíba e Pernambuco.
As hospitalizações por
influenza A também seguem em alta em toda a Região Sul, além de Roraima e Rio
Grande do Norte. Já os casos graves de influenza B apresentam crescimento mais
acentuado em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.
A pesquisadora do InfoGripe,
Tatiana Portella, recomenda a adoção de medidas preventivas, como:
● lavar frequentemente as
mãos;
● usar máscara em unidades
de saúde e em ambientes fechados e aglomerados, com pouca circulação de ar;
● manter isolamento em caso
de sintomas de gripe ou resfriado;
● quando o isolamento não
for possível, sair de casa utilizando máscaras de alta filtragem, como PFF2 ou
N95.
“É fundamental que as
pessoas dos grupos prioritários e elegíveis tomem a vacina contra a influenza e
o VSR, para diminuírem as chances de desenvolverem a forma mais grave da doença
ou irem a óbito, caso se infectem por esses vírus”, orienta.
Cenário geral da SRAG
O boletim também verificou
que 11 das 27 unidades da Federação apresentam incidência de SRAG em nível de
alerta, risco ou alto risco, com indícios de crescimento na tendência de longo
prazo. São elas: Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio
Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.
Nas demais unidades
federativas, há sinais de interrupção do crescimento ou de redução do número de
casos na tendência de longo prazo. Ainda assim, 12 delas permanecem em níveis
de alerta, risco ou alto risco: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal,
Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais,
Paraíba e Rio de Janeiro.
Entre as capitais
brasileiras, 15 apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com
sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
Entre elas estão Aracaju
(SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC),
Macapá (AP), Maceió (AL), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC) e Salvador (BA).
Na maior parte dessas
capitais, o avanço da SRAG ocorre principalmente entre crianças menores de dois
anos e crianças e adolescentes de até 14 anos. Em Curitiba e Rio Branco também
há aumento dos casos de SRAG entre os idosos.
Prevalência dos vírus
Nas últimas quatro semanas
epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi
a seguinte:
20,7% de influenza A
5,7% de influenza B
49,6% de VSR
24,5% de rinovírus
2% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
Entre os óbitos, a presença
dos mesmos agentes foi:
46,5% de influenza A
9,9% de influenza B
17% de VSR
18,4% de rinovírus
6,8% de Sars-CoV-2
(Covid-19)
O levantamento do InfoGripe
tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância
Epidemiológica da Gripe, atualizados até 30 de maio, e é referente à Semana
Epidemiológica (SE) 22.
Fonte: Brasil 61 -


Nenhum comentário