SES reforça vigilância e prevenção contra arboviroses durante período chuvoso na Paraíba.
Com a chegada das chuvas e o aumento das condições favoráveis
à proliferação do mosquito Aedes aegypti, a Secretaria de Estado da Saúde da
Paraíba (SES) tem intensificado as ações de vigilância e prevenção das
arboviroses em todo o estado. O Boletim Epidemiológico das Arboviroses nº
06/2026 aponta que a Paraíba registrou 3.285 casos prováveis de dengue,
chikungunya e zika até 6 de junho deste ano. Embora os números indiquem redução
em relação ao mesmo período de 2025, a SES reforça que a participação da população
na eliminação de focos do mosquito continua sendo fundamental para evitar novos
casos e formas graves das doenças.
Além do monitoramento epidemiológico e laboratorial, a SES
vem fortalecendo as ações de vigilância entomológica em parceria com os
municípios. As estratégias incluem visitas domiciliares, identificação e
eliminação de criadouros, monitoramento da presença do vetor e qualificação
permanente das equipes de campo, especialmente neste período em que as chuvas
favorecem o acúmulo de água parada e aumentam o risco de proliferação do
mosquito.
Do total de casos prováveis registrados até a 22ª Semana
Epidemiológica de 2026, 3.184 são de dengue, 98 de chikungunya e três de zika.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, a Paraíba apresentou redução
de 29,2% nos casos prováveis de dengue, 77,3% nos de chikungunya e 66,7% nos de
zika. O estado contabiliza ainda cinco óbitos confirmados por dengue nos
municípios de Alagoa Nova, Bayeux, Campina Grande, João Pessoa e Monteiro, além
de outros casos que seguem em investigação.
Segundo a responsável técnica do Núcleo de Arboviroses da
SES, Carla Jaciara, o cenário atual demonstra a importância da manutenção das
ações de vigilância epidemiológica e da notificação oportuna dos casos
suspeitos. “Quando comparados ao mesmo período de 2025, observamos uma redução
importante nos casos prováveis de dengue, chikungunya e zika. No entanto, é
fundamental reforçar a importância da notificação oportuna dos casos suspeitos
e da coleta adequada de amostras para exames laboratoriais, especialmente o
RT-PCR nos primeiros dias de sintomas. Além disso, a população precisa estar
atenta aos sinais de alarme e procurar assistência médica rapidamente quando
necessário”, destacou.
De acordo com o chefe do Núcleo de Fatores Biológicos e
Entomologia da SES, Nilton Guedes, as visitas domiciliares continuam sendo uma
das principais ferramentas de controle das arboviroses, pois permitem tanto a
orientação da população quanto a eliminação imediata de focos do mosquito. “As
visitas domiciliares representam a primeira oportunidade que o agente de
combate às endemias tem de orientar a população e executar ações de controle.
Por isso, é fundamental que os municípios intensifiquem essas atividades e
mantenham as informações atualizadas. O trabalho de campo continua sendo
essencial para identificar e eliminar os criadouros antes que eles se
transformem em novos focos de transmissão”, explicou.
Outra estratégia que vem sendo ampliada em todo o estado é a
utilização das ovitrampas, tecnologia recomendada pelo Ministério da Saúde para
monitorar a presença do mosquito e identificar áreas prioritárias para
intervenção. As armadilhas permitem localizar regiões com maior concentração de
ovos do Aedes aegypti, direcionando de forma mais precisa as ações de controle
vetorial.
“As ovitrampas têm mostrado exatamente onde estão as áreas
prioritárias para atuação. Com essas informações, os municípios conseguem
identificar os locais com maior presença do mosquito, localizar os principais
criadouros e desenvolver ações educativas mais direcionadas. O controle do
Aedes aegypti não depende apenas do uso de inseticidas ou larvicidas, mas da
integração entre vigilância, educação, limpeza urbana, infraestrutura, meio
ambiente e da participação ativa da população”, ressaltou Nilton Guedes.
A SES alerta que recipientes como caixas d’água destampadas,
tonéis, pneus, garrafas, vasos de plantas e outros objetos que acumulam água
continuam sendo os principais ambientes para a reprodução do mosquito. Por
isso, a recomendação é que a população realize inspeções frequentes dentro de
casa e nos quintais, eliminando possíveis criadouros e contribuindo para
reduzir a circulação do vetor.
A Secretaria também reforça a importância de procurar uma
unidade de saúde diante dos primeiros sintomas, como febre, dor de cabeça,
dores no corpo, manchas vermelhas na pele e mal-estar. Nos casos em que
surgirem sinais de agravamento, como dor abdominal intensa, vômitos
persistentes, sangramentos ou tontura, a recomendação é buscar atendimento
imediatamente. A prevenção continua sendo a principal estratégia para reduzir a
transmissão das arboviroses e proteger a saúde da população paraibana.
O boletim completo, com dados epidemiológicos, laboratoriais
e entomológicos das arboviroses na Paraíba, além de orientações para gestores,
profissionais de saúde e população, pode ser consultado por meio do link: https://paraiba-portal-nginx.plone.rke.codataprd.pb.gov.br/portal_paraiba/diretas/saude/arquivos-1/vigilancia-em-saude/boletim-epidemiologico-arboviroses-urbanas-no-06_2026.pdf
Secom PB


Nenhum comentário