Casos de VSR apresentam queda no país, mas permanecem elevados em diversos estados, aponta InfoGripe.
Boletim da Fiocruz mostra redução das internações por vírus
sincicial respiratório, enquanto influenza A também perde força entre adultos e
idosos
Os casos de vírus sincicial respiratório (VSR), principal
causa de bronquiolite em crianças pequenas, apresentam tendência de redução em
grande parte do Brasil. No entanto, a circulação do vírus ainda permanece
elevada em diversos estados, segundo o novo Boletim InfoGripe, divulgado nesta
quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento também
aponta queda nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas
tendências de curto e longo prazo, considerando a Semana Epidemiológica 27,
entre os dias 5 e 11 de julho.
A análise mostra que a diminuição das hospitalizações por
SRAG entre crianças de até 4 anos é impulsionada, principalmente, pela redução
dos casos associados ao VSR. Já entre jovens, adultos e idosos, a queda está
relacionada à diminuição das internações por influenza A, enquanto, na faixa
etária de 5 a 14 anos, a redução ocorre sobretudo em razão da menor circulação
do rinovírus.
Apesar do cenário mais favorável, os pesquisadores alertam
que o VSR ainda provoca elevado número de casos graves em diversos estados. O
crescimento das infecções permanece concentrado na Região Sul, além de Minas
Gerais e Maranhão. Em outras unidades da Federação, embora haja sinais de
estabilização ou queda, os níveis de circulação do vírus seguem elevados.
No panorama nacional, cinco estados apresentam incidência de
SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas
últimas semanas: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio
Grande do Sul. Outras 17 unidades da Federação continuam registrando incidência
elevada de SRAG, porém sem crescimento sustentado.
O boletim também aponta um leve aumento das hospitalizações
por Covid-19 no Amazonas, embora a incidência permaneça baixa. Em relação à
influenza A, os casos graves continuam elevados em Minas Gerais, Paraná e
Roraima, mesmo após o período de sazonalidade da doença em grande parte do
país.
Outro destaque do levantamento é o impacto desigual das
doenças respiratórias conforme a idade. A maior incidência de SRAG continua
concentrada em crianças de até 2 anos, principalmente em decorrência do VSR. Já
a maior mortalidade é registrada entre pessoas com 65 anos ou mais, tendo a
influenza A como principal agente associado.
Em 2026, o Brasil já contabiliza 115.203 casos de SRAG. Entre
as amostras com diagnóstico positivo para vírus respiratórios, o VSR responde
pela maior parcela dos registros, seguido por rinovírus, influenza A, influenza
B e Sars-CoV-2.
Diante do cenário, a Fiocruz reforça a importância de manter
a vacinação em dia e adotar medidas de prevenção, como higienizar
frequentemente as mãos, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, evitar
contato com outras pessoas quando houver sintomas respiratórios e utilizar
máscara caso seja necessário sair de casa.
Para acompanhar as próximas semanas epidemiológicas,
acesse o Calendário
Epidemiológico do Sistema de
Informação de Agravos de Notificação (SINAN).
Fonte: Brasil 61


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