Dino aciona PF após TCU apontar R$ 55,4 milhões em emendas suspeitas. Dino é o relator da ação sobre as chamadas emendas pix.
O ministro Flávio Dino, do
Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (7) que a Polícia
Federal (PF) tome providências em relação ao mais recente relatório do Tribunal
de Contas da União (TCU). O documento apontou possíveis irregularidades de R$
55,4 milhões na execução das chamadas “emendas Pix” entre os anos de 2020 e
2024.
Dino enviou o relatório do
TCU, recebido por ele em 31 de julho, ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues,
“a fim de que verifique a existência de indícios de crimes, e, se for o caso,
proceda à juntada aos procedimentos já instaurados e/ou à abertura de novos”,
ordenou o ministro.
Pela decisão, a análise deve
priorizar as “hipóteses de danos ao Erário já apontados pela Egrégia Corte de
Contas”.
As emendas Pix ficaram assim
conhecidas por se tratarem de transferências diretas especiais. Essa modalidade
dificultava a identificação do parlamentar responsável pela emenda ao orçamento
e do beneficiário final da destinação.
Provocado, o STF passou a
fiscalizar a execução desse tipo de emenda parlamentar, de modo a garantir que
sejam atendido critérios estabelecidos na Constituição para a rastreabilidade e
transparência na aplicação de recursos públicos. Dino é o relator da ação sobre
o tema.
Dados
O relatório do TCU analisou
cem transferências especiais, destinadas a 74 entes federados, totalizando o
volume de R$ 198.109.222,97 de recursos fiscalizados.
As conclusões apontaram mais
de R$ 26,3 milhões em prejuízo ao erário em decorrência do comprometimento da
transparência e rastreabilidade dos recursos. Outros R$ 14,9 milhões em danos
foram causados pelo pagamento de despesas “sem comprovação jurídica/fiscal
idônea, estranhas à finalidade da transferência especial” ou “sem comprovação da quantidade ou do
objeto realizado”, diz o documento.
Em outro grupo de
irregularidades, foram provocados prejuízos de R$ 14,1 milhões com a
“inexecução total ou parcial do objeto” e o “superfaturamento de preços” na
aplicação das emendas parlamentares.
Diante dos achados, Dino afirmou
que os dados “demonstram a persistência de um estado de inconstitucionalidade,
o qual justifica a necessidade de adoção de novas medidas para a conformação da
execução das ‘emendas individuais’ aos parâmetros constitucionais de
transparência e rastreabilidade”.
Agencia Brasil


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