Eleições Gerais de 2026 serão acompanhadas por pelo menos 7 organizações internacionais.
Entidades atuarão de forma independente para acompanhar a
preparação, a votação, a apuração e a totalização dos votos
As Eleições Gerais de 2026 serão acompanhadas por, pelo
menos, sete organizações internacionais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
convidou, para observação oficial do pleito, a Organização dos Estados
Americanos (OEA), o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Europeia, a Liga
dos Estados Árabes (LEA), a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração
Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (Roaje-CPLP), a União Interamericana
de Organismos Eleitorais (Uniore) e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE).
As Missões de Observação Eleitoral (MOEs) estão em fase
preparatória. Não houve, até o momento, indicação do quantitativo final de
pessoas observadoras nem dos locais no território nacional onde as eleições
serão observadas. Também não está definido quando os observadores devem chegar
ao país.
O cadastro de pessoas observadoras está em progresso, mas foi
dada especial atenção aos temas da representação geográfica e da paridade de
gênero.
As pessoas observadoras serão devidamente credenciadas em
sistema próprio da Justiça Eleitoral, nos termos da Resolução TSE n° 23.678, de
17 de dezembro de 2021.
Interesse e convites oficiais
Embora tenha recebido solicitações de diversas entidades
internacionais interessadas em acompanhar o pleito de outubro, o Tribunal
convidou oficialmente as sete organizações citadas. Em 2022, sete organismos
internacionais e seis entidades nacionais participaram de forma oficial
da observação.
Contudo, apesar de não ser praxe diplomática que países
constituam individualmente MOEs, nada impede que nações e órgãos eleitorais
nacionais indiquem às organizações convidadas de que sejam membros o interesse
de participar da respectiva missão. A decisão sobre a composição dos grupos é
de cada organização convidada.
Organismos ou governos estrangeiros que não estejam entre as
missões oficialmente credenciadas participarão de outro eixo do acompanhamento
das eleições, no âmbito do Programa de Convidados Internacionais (PCI),
iniciativa tradicional da Justiça Eleitoral brasileira realizada, desde 2010,
com o objetivo de promover a divulgação e o fortalecimento do processo
eleitoral brasileiro.
O PCI tem por finalidade apresentar a autoridades eleitorais
estrangeiras, por meio de exposições técnicas e visitas guiadas realizadas
previamente e no dia da eleição, os aspectos relacionados à organização, ao
planejamento e à execução do processo eleitoral brasileiro.
Finalidade legal das MOEs
Além de fortalecer o controle social sobre as eleições, a
atuação de observadores independentes amplia a oferta de informações técnicas e
qualificadas sobre o processo eleitoral.
Diferentemente de convidados institucionais, as Missões de
Observação Eleitoral são compostas de entidades da sociedade civil,
organizações internacionais, governos estrangeiros e instituições de ensino
superior com notória capacidade técnica. O objetivo principal é avaliar a
integridade, a eficácia operacional e o cumprimento estrito das normas
eleitorais no país.
A atuação das MOEs abrange os seguintes pilares
estratégicos:
• Acompanhamento sistêmico: os observadores acompanham desde
o desenvolvimento e a especificação dos sistemas eleitorais nos tribunais até o
dia da votação e a diplomação das candidaturas eleitas.
• Verificação de imparcialidade: avaliação técnica rigorosa
sobre a condução administrativa e a logística operacional implementada
pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) e pelas zonas eleitorais.
• Garantia de acessos: a legislação assegura que as missões
tenham acesso integral aos locais de votação, às seções eleitorais, às juntas
de transmissão, à apuração e à própria totalização de dados no TSE.
Fonte: TSE


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