Juiz volta atrás e reverte decisão que mandava soltar delegado e agentes acusados de desvio de drogas na PB
Decisão anterior do juiz da
5ª Vara Criminal de João Pessoa já não colocaria Braz Morroni e dois agentes da
Polícia Civil em liberdade, por uma prisão preventiva de outro processo em
vigor, mas o magistrado reviu determinação em processo específico.
O juiz Salvador de Oliveira
Vasconcelos, da 5ª Vara Criminal de João Pessoa, reverteu a decisão em que
mandou soltar o delegado Braz Morroni e dois agentes da Polícia Civil, acusados
de um esquema de desvio de drogas, em um dos processos que o grupo é
investigado. A decisão já não liberava os acusados da prisão, por haver em
paralelo uma prisão preventiva imposta em outro processo.
De acordo com a decisão que
reviu a soltura, a qual o g1 teve acesso nesta sexta-feira (25), o juiz disse
que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) pediu "expressamente" a
conversão da prisão temporária em preventiva. No entanto, conforme o juiz, para
este processo, "a prisão temporária anteriormente imposta já teve seu
prazo expirado e não mais subsiste".
O juiz disse ainda que
"os acusados não se encontram presos por força desta ação penal nem possuem
mandado ativo nestes autos". Por isso, como os investigados estão presos
por determinações de outro processo, a expedição de alvarás de soltura
"partiram de premissa equivocada" e "devem ser tornadas sem
efeito".
Na primeira decisão, ele
havia dito que a 5ª Vara Criminal da Capital era incompetente para julgar este
processo e mandou para o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) a análise sobre
a competência da Vara Jurídica. Segundo ele, a competência também para este
processo é da Vara Militar e de Crimes Envolvendo Organização Criminosa da
Capital. Esse entendimento foi mantido por parte do juiz na nova decisão.
Apesar disso, o TJPB ainda
deve analisar qual juiz deve ficar com esta parte de um dos quatro processos
movidos na Justiça contra o delegado e também os agentes. A Vara Militar e de
Crimes Envolvendo Organização Criminosa já é responsável pelo processo em que a
prisão preventiva estava em vigor.
Em nota, a defesa de Braz
Morroni disse que "segue colaborando com a Justiça, que até o presente sequer
disponibilizou a íntegra dos áudios e dados referidos na “Operação Perfidus”,
da qual resultaram quatro denúncias" e que "esse indevido fatiamento
das ações viola o princípio do juízo natural, gerando incidentes de
incompetência e decisões conflitantes".
As defesas de Everton Aires
e Eduardo Jorge também foram procuradas, mas não responderam sobre a avaliação
jurídica dos pareceres da Justiça até a última atualização desta reportagem.
Por g1 PB


Nenhum comentário