Ministro relator da Lava-Jato no STF recebeu ameaça por e-mail.
O ministro Teori Zavascki, relator dos
processos da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu há
cerca de um mês um e-mail intimidador. O autor das ameças já foi identificado e
o caso foi encaminhado à Polícia Federal (PF), mas a rotina e a segurança do
ministro não chegaram a ser alteradas.
O autor do e-mail tentou constranger e
ofender o ministro, mas não fez ameças de morte ou à integridade física de
Teori. De qualquer forma, o STF não quis esperar que a ameaça tomasse
proporções maiores e enviou o caso para investigação da PF.
Procurado, o STF informou que a segurança
dos ministros é monitorada e que eles não enfrentam nenhum risco no momento.
Sobre o caso específico das ameaças a Teori, não fez comentários.
A Operação Lava-Jato, que investiga
irregularidades na Petrobras, chegou ao STF porque são investigadas autoridades
com prerrogativa de foro, ou seja, que só podem ser julgadas pelo Supremo. É o
caso de 13 senadores e 22 deputados federais. Ao todo, são 50 suspeitos. Parte
dos investigados não tem prerrogativa de foro, mas seus casos também estão no
tribunal porque teriam cometido os mesmos ilícitos daqueles que só podem ser
processados pelo STF.
Em fevereiro, antes da divulgação da lista
dos investigados, a PF detectou ameaças contra o procurador-geral da República
(PGR), Rodrigo Janot. Ele foi informado sobre a ameaça numa reunião sigilosa
com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que teria orientado Janot a
reforçar a segurança pessoal. Na primeira entrevista coletiva depois que o caso
se tornou conhecido, Cardozo não confirmou nem negou a informação. Ele disse
que não poderia falar publicamente sobre o assunto para não colocar em risco o
suposto ameaçado. O procurador-geral foi o responsável por pedir a investigação
dos 50 suspeitos no STF, o que foi autorizado por Teori.
O Globo


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